Summary
- Nos circuitos virtuais privados do FastConnect, a Oracle não cobra separadamente pelo volume de dados de entrada ou saída; cobra pelas horas da porta.
- Com parceiro, o circuito virtual e a capacidade contratada definem a cobrança da Oracle. Na conexão direta, a referência é o cross-connect físico. Parceiro e data center podem cobrar à parte.
- Circuitos virtuais públicos seguem a tabela de transferência de rede indicada pela Oracle, que tem regras diferentes das do circuito privado.
Há uma armadilha elegante em chamar uma ligação privada de “tráfego sem tarifa”. A frase descreve os bytes, mas a compra real é disponibilidade. O FastConnect privado da Oracle elimina a tarifa adicional por volume transferido e mantém uma taxa por hora de porta. Se a carga de trabalho sai e o circuito permanece provisionado, a capacidade reservada continua no relógio da cobrança.
A unidade muda conforme o trajeto até a Oracle. Quando uma empresa usa um parceiro FastConnect, a Oracle cobra o circuito virtual conforme a largura de banda escolhida. Num acesso direto ou em colocation, cobra a porta física, não cada circuito virtual que passa por ela. A operadora que leva o cliente até o ponto de conexão e o próprio data center podem apresentar contas adicionais. Tratar apenas a fatura da Oracle como custo total esconderia parte da ligação.
O começo da medição merece uma data no inventário. Segundo a FAQ, no modelo com parceiro o circuito virtual começa a ser medido ao chegar ao estado Provisioned. No acesso direto, vale o provisionamento do cross-connect ou 30 dias depois do pedido, o que vier primeiro. Não há volume mínimo de dados para disparar essa cobrança. Enquanto a porta continuar reservada, as horas correm; encerrar a ligação é a ação que interrompe o medidor da Oracle.
Uma rede prudente pode comprar mais de um caminho. A Oracle recomenda pelo menos duas conexões para redundância e condiciona a esse desenho seu SLA de 99,9% do serviço FastConnect. Um circuito virtual não alcança duas regiões. O segundo caminho e a segunda região acrescentam decisões de capacidade e tempo, além das eventuais tarifas dos parceiros. A proteção contra falhas tem valor, mas precisa entrar na conta como reserva permanente.
A divisão entre circuito privado e público fecha o orçamento. A tabela da Oracle dá ao privado a ausência de cobrança separada por transferência nos dois sentidos. Para o público, aponta a tabela comum de rede: os primeiros 10 TB mensais são gratuitos conforme a região de origem, com cobrança por volume acima do limite. A etiqueta FastConnect, sozinha, não identifica qual regra de saída será aplicada.
Para calcular a despesa de um cliente específico faltam a tarifa de porta contratada, os preços do parceiro e a topologia efetiva. O mecanismo publicado já mostra onde a economia termina: reduzir bytes não devolve uma porta que continua provisionada.
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