Resumo
- No novo rascunho individual, o proxy conhece o cliente, mas não abre a requisição cifrada; o gateway lê a requisição, mas não recebe do proxy o endereço do cliente.
- A seção 7.1 afirma que o proxy ou um adversário externo pode repetir mensagens protegidas. Para ações que alteram estado, o servidor pode usar o encapsulamento inicial e contadores posteriores para reconhecer cópias.
O carteiro não precisa abrir a carta para entregá-la duas vezes. Essa diferença entre segredo e repetição sustenta o rascunho Oblivious CoAP, de 28 de outubro. O projeto procura impedir que o destino identifique qual aparelho fez requisições protegidas. Ele não retira do intermediário a capacidade de reenviar os mesmos bytes. A segunda entrega pode virar uma segunda operação.
O CoAP atende trocas de requisições e respostas em dispositivos limitados. O texto cita consultas DNS por CoAP, diagnósticos anônimos e busca em diretórios de recursos. O cliente cifra a requisição para um gateway com HPKE e a envia por um proxy de encaminhamento. O proxy vê o endereço de origem, não o conteúdo. O gateway abre o conteúdo, mas não recebe aquele endereço do proxy. É preciso manter os dois papéis operacionalmente separados para que não reconstruam a relação em registros compartilhados.
A estrutura segue Oblivious HTTP e acrescenta uma opção CoAP para contar mensagens relacionadas no mesmo contexto criptográfico. Exige um gateway disposto a participar; não é um interruptor universal de privacidade. A seção 7.1 identifica o custo que aparece no destino: o proxy ou alguém de fora pode repetir facilmente uma requisição protegida.
Se o método for seguro e o servidor comprovar que uma nova execução também é segura, ele pode tolerar a repetição. Para uma requisição que modifica estado, pode detectar a cópia e interromper o processamento quando necessário. A primeira mensagem pode ser identificada pelo valor HPKE enc, ou por seu hash. Nas mensagens seguintes da mesma troca, o contador OCoAP count, protegido contra alteração, pode ser confrontado com uma janela de repetição ligada ao contexto recebido. Uma opção Echo protegida oferece outro sinal de frescor.
O gateway passa a precisar de memória. Um diagnóstico contado duas vezes muda a estatística; uma operação repetida pode produzir dois efeitos. O rascunho não mede por quanto tempo manter os identificadores, quanto espaço ocupam nem como recuperá-los após reinício. O servidor classifica os métodos, guarda o histórico suficiente e decide o que fazer quando perde esse histórico. A criptografia não paga a conta desse estado.
O Datatracker do IETF classifica o texto como rascunho individual Standards Track em I-D Exists. Um ensaio útil envia uma requisição cifrada, a mesma requisição copiada e depois outra relacionada, reiniciando o gateway no intervalo. O resultado importante é quantas vezes a ação ocorreu, que evidência de duplicidade sobreviveu e quem ainda consegue ligar origem e conteúdo.
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