Resumo

  • O grupo de trabalho MLS publicou em 2 de novembro a revisão -02 de um Internet-Draft que permite a vários clientes emuladores ocupar uma única folha em um grupo superior.
  • Todos guardam o estado secreto completo do cliente virtual. Um aparelho comprometido expõe segredos atuais e permite personificar a identidade em todos os grupos superiores.
  • A retirada exige apagar KeyPackages pendentes, avançar a época interna, trocar credenciais e atualizar as chaves de cada grupo. A revisão também explicita o limite imposto pela cifra mais fraca.

A economia aparece na árvore; a conta, na saída

Uma pessoa usa notebook, celular e tablet. Para os demais participantes de uma conversa MLS, os três podem aparecer como uma única folha. O grupo tem menos nós e não revela qual aparelho enviou cada mensagem. O novo texto do IETF descreve a vantagem de desempenho e de ocultação de metadados; ela interessa especialmente quando o mesmo cliente virtual entra em vários grupos.

Dentro dessa folha não há cofres separados. Cada cliente emulador possui o estado secreto inteiro do cliente virtual. O rascunho afirma que a invasão de um só revela os segredos da época atual do grupo de emulação e de todos os grupos superiores aos quais a identidade pertence. O invasor também pode falar em nome dela. A tela mostra um participante; a aplicação distribuiu a autoridade de assinar e decifrar a vários dispositivos.

Retirar um deles exige uma sequência concreta. O serviço de entrega apaga primeiro os KeyPackages ainda disponíveis. Uma proposta Remove cria nova época no grupo de emulação. A aplicação fornece novas credenciais e material de autenticação, enquanto os emuladores restantes atualizam as chaves do cliente virtual em cada grupo superior e enviam novos KeyPackages. Credenciais duradouras acessíveis ao aparelho retirado devem ser revogadas. Na maioria dos casos, outro emulador precisa estar on-line; o serviço de entrega precisa saber apagar pacotes antigos. Um pacote esquecido ainda pode dar ao removido acesso a um Welcome futuro.

A versão -02 acrescenta um limite de força. O segredo de origem vem da suíte criptográfica do grupo interno. Importá-lo para uma suíte externa mais forte muda a derivação, mas não acrescenta entropia. Vale a força da mais fraca. O texto recomenda escolher uma suíte interna tão forte quanto todas as suítes de destino.

Há vazamentos observáveis de metadados: um marcador pode identificar a folha virtual, e um identificador de época pode ligá-la entre grupos. O documento não mede adoção em produção nem relata incidente. O compromisso que ele permite cobrar é mais simples: a aplicação consegue tirar um aparelho de todos os lugares onde a identidade compartilhada continua válida?

Fontes originais