Resumo

  • Em 31 de outubro de 2026, a consulta de AS3333 exibia Version History; a versão 104 disponível aparecia como processada em 19 de março.
  • A RIPE NCC levou a busca do histórico para a web, mas não enumerou os tipos da primeira etapa; o guia de Historical Queries ainda descreve o caminho pela linha de comando.

Em 31 de outubro de 2026, consultei AS3333 na RIPE Database. O resultado aut-num trazia Version History; a tela seguinte oferecia seletor de datas, Compare e links para XML e JSON. O endpoint público apontava para a versão 104, processada em 19 de março. A data é do processamento na base, não do dia em que verifiquei a interface.

O Member Update de outubro anunciou a função. No RIPE 93, a equipe de Database descreveu as ações de listar, exibir e comparar versões na própria página de consulta. O apresentador disse que a primeira etapa atende poucos tipos e que a mudança também simplifica consultas internas da equipe da RIPE NCC.

O histórico não começou em outubro. A Database já guardava versões anteriores, o cliente de linha de comando permitia listá-las e compará-las, e o RIPEstat já usava a API de histórico em seu widget. A novidade é o atalho direto na busca web. A RIPE NCC não publicou quais tipos recebem o botão. Se ele não aparece, a documentação disponível não distingue um tipo ainda sem suporte de um objeto sem histórico consultável.

O guia Historical Queries conserva a descrição antiga: diz que as opções de histórico só funcionam pela linha de comando e não pelo formulário web ou pela API REST. Em outra página, a RIPE documenta endpoints REST para listar versões e recuperar uma delas; agora a consulta web também abre Object History. O leitor precisa combinar três caminhos descritos em lugares diferentes para saber por onde chegar ao registro.

Uma comparação lado a lado mostra qual atributo mudou entre duas versões. O modelo público guarda número de revisão, data e operação; o servidor gera a data ao processar a atualização. Não há campo documentado para quem enviou a mudança ou por que a pediu. O diff identifica a alteração registrada, mas a decisão que a produziu precisa de outra evidência.

O guia também fixa o alcance temporal. A consulta histórica cobre objetos operacionais ainda existentes desde a criação ou recriação mais recente. Quando há exclusão e recriação, ela registra a data da exclusão e o ciclo novo, mas não recompõe o ciclo antigo. Históricos de PERSON e ROLE não podem ser consultados; atributos que contêm e-mail são filtrados.

O relato do RIPE 93 dá um caso de uso interno: consultas de histórico que a equipe fazia por uma linha de comando agora ficam mais simples no site. Os materiais públicos não trazem um exemplo de membro que tenha usado a tela para localizar uma mudança; esse relato mostraria o efeito operacional além de economizar um comando.

Uma página atualizada deve listar os tipos cobertos e explicar o que significa a ausência do botão. Assim, quem consulta consegue separar um tipo sem suporte de um objeto sem histórico disponível. A RIPE NCC já aproximou as versões da busca; falta publicar a regra que permite interpretar o que aparece — e o que não aparece.

Fontes