Summary

  • No ano fiscal de 2021, o GAO pagou cerca de US$ 1 milhão a uma contratada para elaborar um plano de modernização de TI de cinco anos. As iniciativas custariam aproximadamente US$ 29 milhões para implementar. Em menos de 18 meses após a conclusão, a agência mudou para uma estratégia contínua sem registrar a decisão, segundo seu inspetor-geral.
  • Em maio de 2026, das 61 iniciativas do plano, 39 estavam concluídas, 14 em andamento, uma cancelada, uma substituída e seis suspensas. Parte dos gastos das iniciativas menores ficou classificada sob projetos maiores, sem etiqueta que permitisse recuperar facilmente seu custo total.
  • O GAO aceitou duas recomendações sobre decisões e custos. Um novo conselho de governança foi instituído, enquanto procedimentos de controle e o desenho do acompanhamento financeiro tinham prazos anunciados para dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

O Congresso viu o plano; a troca não ganhou um registro

O relatório OIG-26-2 do inspetor-geral do GAO começa com uma compra concreta. No ano fiscal de 2021, a agência pagou aproximadamente US$ 1 milhão para uma contratada preparar um plano de modernização. O roteiro tinha três etapas ao longo de cinco anos e estimava cerca de US$ 29 milhões para executar as iniciativas. Preparação para a nuvem, processos de governança e migração de aplicações juntavam-se a esforços que já existiam.

O documento saiu do circuito interno. Em 2022, o Congresso solicitou ao GAO um plano de ação com prazo, custo e implantação de infraestrutura resiliente para seus centros de dados. A agência respondeu com um resumo do plano de cinco anos. Seu plano público de desempenho para o ano fiscal de 2024 ainda apontava aquela iniciativa como caminho para ganhos de eficiência e resiliência. A referência tinha sido apresentada ao órgão que fiscaliza o próprio fiscal.

Menos de 18 meses após a finalização do documento em setembro de 2021, o GAO passou a uma estratégia de modernização contínua. O diretor de TI interino anterior e o diretor seguinte disseram ao inspetor que o plano já não era usado ativamente quando assumiram, em fevereiro e maio de 2023. A mudança pode ter acompanhado necessidades reais da tecnologia. Faltou a decisão que esclareceria quem a aprovou, por quais razões, com que efeito sobre o orçamento e como os compromissos comunicados ao Congresso seriam medidos dali em diante.

O inspetor-geral não encontrou esse registro. Com a troca de dirigentes, executivos posteriores ficaram sem conhecer por completo o processo que levou à transição. Segundo funcionários ouvidos, os líderes anteriores talvez tenham visto uma evolução, e não um ato pontual que exigisse documentação. A palavra “evolução” é confortável em uma reunião. Depois de algumas reuniões, ela pode ter substituído a regra formal pela qual o trabalho era acompanhado.

A planilha seguiu viva sem o nome das partes

O plano não virou um armário vazio. O GAO informou que, em maio de 2026, 39 das 61 iniciativas estavam concluídas. Quatorze seguiam em curso, uma havia sido cancelada, uma substituída e seis pausadas. Grande parte entrou na estratégia nova. O achado da auditoria diz respeito ao governo do trabalho e à memória de suas decisões, não à ausência de produção.

O custo revela a mesma perda de ligação por outro ângulo. O GAO tinha sistema para acompanhar despesas de TI. Algumas iniciativas menores do plano, porém, estavam registradas como atividades dentro de projetos mais amplos, sem identificação individual como componentes daquele roteiro. Para separá-las seria necessária uma revisão manual. Um funcionário disse ao inspetor que calcular o custo total efetivo das iniciativas do plano não compensaria o esforço. A estimativa de US$ 29 milhões era previsão de implementação, não despesa realizada demonstrada.

Assim, duas afirmações podem ser verdadeiras e insuficientes ao mesmo tempo. A agência concluiu dezenas de iniciativas e manteve registros de gastos de TI. Mas não conseguia responder rapidamente quanto custou o conjunto exato de atividades reunidas no plano levado ao Congresso. Se a estratégia muda de nome e os códigos financeiros não preservam o vínculo com as promessas anteriores, a prestação de contas passa a depender de uma escavação manual feita anos depois.

Um conselho novo precisa produzir documentos antigos

O inspetor recomendou ao chefe de operações interino controles para registrar decisões significativas, inclusive alterações em grandes projetos de TI, e controles para acompanhar integralmente os custos de grandes projetos futuros. O GAO concordou. Na resposta anexada ao relatório original, descreveu um modelo integrado de liderança instituído na primavera de 2026, reunindo responsáveis por TI, dados e análises, tecnologia e segurança da informação.

O comitê executivo também criou um Conselho de Governança de Tecnologia e Dados. O GAO informou que a carta do conselho estava pronta em junho de 2026. Os controles internos em procedimentos e documentos de planejamento tinham previsão para dezembro de 2026, assim como uma revisão orçamentária estruturada. A definição do grau adequado de detalhe para rastrear custos e do plano de implantação tinha previsão para fevereiro de 2027. O inspetor-geral só encerrará as recomendações após examinar evidências suficientes.

O conselho oferece uma mesa para a decisão. A prestação de contas exige a ata: data, responsável, plano antigo, novo limite, motivo e efeito financeiro. Exige também códigos que liguem atividades relevantes aos projetos para compor um total verificável. Uma sala de reunião não devolve aos sucessores a razão perdida da mudança anterior; sua utilidade será medida pelos rastros que deixar nas próximas decisões.

O caso é mais incisivo por ocorrer na agência que avalia controles alheios. O trabalho avançou, mas o argumento documentado para trocar o modelo de gestão desapareceu; o total de custo das iniciativas originais também não saía facilmente do sistema. Um registro de decisões e um projeto futuro com despesas etiquetadas de ponta a ponta mudariam essa avaliação. Até lá, o plano de US$ 1 milhão tem uma lacuna barata no papel e cara para a memória: a ata da curva.

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