Summary

  • Desde 2 de novembro, mensagens empresariais que entram pela interface de aplicativos com um número telefônico finlandês sem direito de uso verificado devem ser bloqueadas. Se o remetente usa um nome alfanumérico não validado, a operadora pode barrar a mensagem ou substituir o nome por “Roskaposti”.
  • A Traficom admite que uma confirmação real de reserva feita por um restaurante no exterior pode chegar com esse rótulo. A checagem pode ser delegada a um parceiro contratado, mas a operadora precisa agir quando ele falha.

O restaurante guardou sua mesa. O celular, na Finlândia, mostra “Roskaposti” no lugar do nome de quem enviou a confirmação. O exemplo é da própria Traficom. O rótulo diz que o direito de usar aquela identidade não foi verificado no procedimento local; ele não apura se a reserva existe.

A norma 28 L/2025 exige que a operadora conheça o remetente de SMS, MMS e RCS recebidos por interface de aplicativos. Ela deve verificar a autorização para usar um número finlandês e impedir que um nome alfanumérico engane o destinatário ou não tenha relação com a atividade de quem envia. A partir de 2 de novembro, um número finlandês sem verificação leva ao bloqueio. Um nome sem verificação permite duas saídas: bloqueio ou troca do nome exibido por “Roskaposti”, a palavra finlandesa para spam. Na fase iniciada em maio, “Tuntematon”, desconhecido, ainda era uma alternativa.

Há outra peça na cadeia: o agregador de mensagens. A operadora pode obrigar um parceiro direto, por contrato, a fazer as verificações. Se ele não conseguir administrar as autorizações, a operadora precisa ter meios efetivos de intervir. A norma também pede o registro de nomes autorizados para clientes e parceiros, além de contagens mensais de mensagens bloqueadas e renomeadas. A terceirização desloca a coleta da prova; o controle na entrada da rede continua com a operadora.

O tratamento muda conforme o caminho. Pela interface internacional pública, mensagens com número finlandês ou nome alfanumérico são bloqueadas. A reserva do restaurante ilustra o fluxo de aplicativos, no qual a autorização pode ser examinada. Mensagens pessoais entre duas pessoas por uma assinatura individual não entram nessa alteração.

Muitos identificadores já foram autorizados durante a transição, diz a Traficom. Ela não publicou quantas mensagens comerciais legítimas perderam o nome ou não chegaram. Esse recorte mediria o custo real de tornar a identificação mais confiável.