Resumo

  • A Recomendação Performance Timeline de 2013 organizou medidas em entradas com nome, tipo, início e duração, acessíveis por métodos como getEntriesByType().
  • O rascunho Level 2 de 2015 acrescentou PerformanceObserver, que recebe avisos quando o navegador registra novas entradas. A Recomendação Candidata de 2016 e o padrão atual detalham entrega e limites dos buffers.

"A página está lenta" é uma reclamação curta que abre um inquérito longo. O navegador guarda pistas: início da navegação, carregamento de recursos, marcas escolhidas pelo autor. A Recomendação Performance Timeline do W3C, de dezembro de 2013 deu a essas pistas o formato PerformanceEntry. Cada ficha traz nome, tipo, instante inicial e duração. getEntries() ou getEntriesByType() entrega cópias das fichas já guardadas. O arquivo existe; alguém precisa lembrar de consultá-lo.

Depois da primeira consulta, a página não tira folga. Uma imagem termina de carregar, um script registra outra marca, um recurso aparece. O código pode abrir a gaveta a todo momento para descobrir se há novidade. Mas o navegador é justamente quem escreve as fichas. Pedir que avise na hora parece mais sensato que pôr um estagiário a perguntar pela décima vez se chegou papel novo.

O rascunho Performance Timeline Level 2 de setembro de 2015 apresentou as duas maneiras de trabalhar. Primeiro, ler as entradas armazenadas; depois, criar um PerformanceObserver, fornecer uma função de retorno e escolher os tipos observados. Quando o navegador registra novas medidas correspondentes, entrega uma lista à função. A equipe pode tratar várias de uma vez e interromper a observação quando terminar. O cronometrista passou a chamar quem pediu o aviso.

O histórico de publicações do W3C situa a primeira versão pública de Level 2 em 16 de julho de 2015. A Recomendação Candidata de 8 de dezembro de 2016 deu contornos mais precisos ao cadastro dos observadores, aos tipos e à entrega dos retornos. A mudança foi na organização do escritório de medição: o relógio continuou medindo, e a campainha assumiu a tarefa de chamar.

Escolher o que ouvir continua essencial. Se imagens parecem atrasar a capa, a equipe pode acompanhar entradas de recursos. Se um gesto específico falha, pode marcar etapas e comparar seus tempos. O navegador fornece fichas padronizadas e a notificação; o site formula a hipótese. Instalar uma campainha para cada ruído e nunca olhar os registros seria só uma reforma acústica.

O texto atual de Performance Timeline trata de novas entradas, da leitura opcional de entradas já armazenadas e de buffers por tipo. Há até uma contagem para fichas descartadas quando falta espaço. A gaveta tem fundo. Uma investigação honesta observa quando começou a escuta, se o tipo aceita entradas antigas e quantas podem ter sido perdidas antes de concluir o que aconteceu.

O navegador assume o momento do aviso. O autor da página responde pela interpretação e pela mudança que fará o leitor esperar menos. O relógio sabe quando uma fotografia chegou; só a redação pode decidir se era preciso pedir aquela fotografia naquele tamanho.