Summary

  • Em novembro de 2025, só 33,20% dos Gram Panchayats classificados como prontos para prestar serviço estavam operacionais; isso não prova que as famílias estejam conectadas.
  • Falhas na fibra, restauração média em 17 dias e capacidade ociosa colocam a responsabilidade pelos reparos no centro da próxima avaliação.

Uma rede pode cumprir uma etapa de construção e ainda falhar para quem precisa se conectar. A auditoria mais recente do Comptroller and Auditor General (CAG) distingue bem esses estados: em novembro de 2025, 2,19 lakh de Gram Panchayats (GPs) constavam como prontos para prestar serviço, 96,70% do escopo revisado de 2,26 lakh. Mesmo assim, apenas 33,20% desses GPs prontos estavam operacionais.

Os percentuais descrevem situações diferentes. “Pronto para prestar serviço” é um status do projeto; “operacional” pergunta de forma mais direta se a rede funciona. Nenhum dos dois indica que todas as casas tenham assinatura, que todas as escolas estejam conectadas ou que um morador tenha medido determinada velocidade. A conclusão útil da auditoria é mais precisa do que um número isolado de cobertura: a infraestrutura pode existir sem que o serviço esteja disponível.

O custo de uma fila de reparos

O CAG atribui cerca de 48% dos casos não operacionais a falhas ou cortes de fibra e informa uma média de 17 dias para reparar uma falha. Isso não é um detalhe secundário de manutenção. Um prazo longo reduz o valor da rede de transporte para provedores que precisam vender um serviço confiável. A auditoria também registra que grandes operadoras de telecomunicações se retiraram por preocupações com a qualidade do serviço.

A cadeia econômica é direta. O investimento instala a fibra. Uma falha interrompe o tráfego. A demora no reparo prolonga a interrupção. Os provedores passam a depender menos do ativo, enquanto instituições públicas e moradores aguardam um serviço que o cadastro de obras já marca como pronto. O ativo pode estar fisicamente concluído e, ao mesmo tempo, ser difícil de usar comercialmente.

A auditoria aponta outra métrica, que deve permanecer separada: apenas 17,91% da largura de banda disponível foi utilizada. Também encontrou fibra apagada sem locação em alguns casos, apesar da demanda, por falta de política ou demora de decisões das agências estaduais de implementação. Isso não é o mesmo que um rompimento de fibra. É uma segunda fronteira operacional: mesmo havendo capacidade, o acesso comercial pode depender de uma decisão local e de uma oferta viável.

O denominador importa. Os 17,91% referem-se à largura de banda disponível, não à proporção de aldeias conectadas nem de moradores online. Os 33,20% são a parcela de GPs operacionais entre os que estavam prontos. Os 48% dizem respeito aos casos não operacionais atribuídos a falhas ou cortes de fibra. Misturar esses indicadores produziria uma conclusão enganosa sobre as famílias rurais.

Uma linha de base, não um veredicto sobre o novo modelo

A auditoria cobre a Fase II da BharatNet e usa a situação de novembro de 2025. O portal atual da BharatNet descreve uma rede de fibra em topologia de anel, com operação e manutenção baseadas em garantia de nível de serviço; agora apresenta FTTH, largura de banda e fibra apagada por meio de um processo de solicitação. A FAQ oficial do Digital Bharat Nidhi (DBN) lista a BharatNet e o Programa BharatNet Emendado entre os projetos em andamento.

Essa nova linguagem operacional importa, mas não apaga a linha de base da auditoria. Tampouco prova que o modelo atual de garantia tenha falhado: as informações disponíveis não comparam o desempenho após a reforma com a situação anterior. A pergunta é se o novo modelo publicará resultados operacionais além da obra pronta: disponibilidade, idade das falhas, tempo de reparo, reincidência, participação dos provedores, capacidade locada e conexões de usuários finais.

A BharatNet alcançou escala física relevante. O CAG registrou ₹39.888 crore gastos diante de um orçamento aprovado de ₹42.068 crore e reconheceu o avanço substancial da infraestrutura. Isso importa. A escolha estratégica não é desvalorizar a obra, mas fazer com que a operação confiável seja uma entrega igualmente visível no próximo orçamento e na próxima revisão de gestão.

Um portal que aceita pedidos por localização pode encaminhar a demanda, mas não prova que ela foi atendida. O pedido revela necessidade; uma instalação confirmada, uma conexão em funcionamento e disponibilidade contínua demonstram entrega. O sistema deve publicar essas etapas separadamente. Caso contrário, o cadastro mostrará um GP pronto sem informar se um provedor pode alugar capacidade, se um técnico consegue chegar à falha ou se uma família recebe o serviço.

Fontes

  1. CAG, auditoria de desempenho da BharatNet, Relatório n.º 19 de 2026
  2. Cópia do relatório do CAG, SAI India
  3. Portal oficial de serviços da BharatNet
  4. FAQ do Digital Bharat Nidhi
  5. Situação do fundo Digital Bharat Nidhi
  6. Regras de administração do Digital Bharat Nidhi, 2024
  7. Heng Lu, Nota 65: Running-Code Primacy — apenas como lente editorial