Resumo

  • China, Índia e Viet Nam propõem que a UIT promova padrões internacionais, orientações e boas práticas para o uso seguro e confiável de IA nas telecomunicações.
  • O texto acrescenta apoio técnico a países em desenvolvimento, formação de profissionais e atenção às diferenças de acesso a computação e infraestrutura de dados.

Uma rede em produção faz perguntas que a apresentação de um modelo raramente responde: quem confere a decisão automática, quem corrige o erro e quem atende o cliente? A contribuição 89 apresentada por China, Índia e Viet Nam leva essas perguntas à UIT. Ela propõe revisar a Resolução 214 de 2022, quando a Conferência de Plenipotenciários começar em 9 de novembro.

O mandato atual já manda estudar IA, trocar informações, formar equipes e prestar contas anualmente ao Conselho. A revisão mantém essas tarefas e acrescenta um caminho mais concreto. O projeto pede que a UIT promova padrões, diretrizes e boas práticas internacionais para aplicações seguras, protegidas e confiáveis de IA em telecomunicações, em colaboração com organismos de normalização. Também prevê programas de preparação e assistência técnica a países membros, sobretudo os em desenvolvimento. Cita o trabalho dos grupos de estudo em transparência, explicabilidade, responsabilidade, equidade e segurança.

No preâmbulo, os autores registram a distribuição desigual de ferramentas de IA, capacidade de computação e infraestrutura de dados. Também mencionam impacto ambiental e lacunas de habilidade no setor público e nas pequenas empresas. Um convite aos membros destaca a formação de mulheres e jovens em países em desenvolvimento. Sem pessoal e recursos para examinar a ferramenta, o operador recebe uma promessa e herda o risco.

A proposta ainda será examinada pela conferência. Seu alcance aparecerá nos planos de normalização, nos materiais de treinamento e na capacidade das equipes menores de aplicar e questionar as recomendações.

Fontes