Summary

  • A Europa propõe inserir gêmeos digitais e ambientes urbanos virtuais na Resolução 197 da UIT, que já trata de dispositivos conectados e cidades sustentáveis.
  • O texto reforçaria o apoio técnico a cidades dentro do orçamento existente da UIT e mandaria buscar outras oportunidades para financiar capacitação.

É fácil fazer uma cidade brilhar na tela. A parte cara começa quando o modelo precisa acompanhar uma rua reformada, uma linha de ônibus alterada ou um banco de dados que muda de dono. O adendo europeu 38, publicado pela UIT como parte da contribuição 75, leva esse universo dos gêmeos digitais para a Resolução 197.

A versão aprovada em 2022 já cobre Internet das Coisas, cidades inteligentes, indicadores e padrões interoperáveis. Ela também pede relatório anual ao Conselho. A proposta europeia amplia o vocabulário para o “citiverso”, apoia uma iniciativa global de IA e mundos virtuais e inclui cidades, sobretudo de países em desenvolvimento, entre as destinatárias de assistência técnica reforçada.

O desenho financeiro está escrito em duas linhas. A UIT deveria fortalecer essa ajuda dentro do orçamento atual. Seu secretário-geral buscaria outras oportunidades de financiamento para formação e apoio técnico. Ao mesmo tempo, a área de padronização trabalharia com parceiros e redes de cidades em sistemas capazes de conversar entre si e crescer. O texto também destaca segurança e proteção de dados pessoais.

O município decide o que modelar, quem pode acessar os dados e qual fornecedor mantém a ferramenta. A UIT pode oferecer recomendações, indicadores e capacitação; a compra e a continuidade do serviço passam pelo poder público local. A conferência de novembro decidirá se amplia o mandato. O relatório anual, que já existia, pode então mostrar se a ajuda produziu uma equipe capaz de operar o gêmeo depois que a demonstração acabou.

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