Resumo

  • Spiro Stathakis montou a plataforma de pedidos da isp6 com ipFamily: ipv6 no EKS e reservou sub-redes IPv4 /28 para a compatibilidade restante.
  • As interfaces primárias dos nós e as interfaces dos endpoints de pilha dupla consumiram a reserva. A equipe ampliou as sub-redes públicas para /27 e as privadas para /26.

A decisão parecia elegante: dar IPv6 aos pods e deixar ao IPv4 o menor espaço que a AWS aceita. Spiro Stathakis relata no RIPE Labs como a isp6 levou sua própria plataforma de pedidos para o EKS usando endereços IPv6 da alocação da empresa. Para a parcela legada, escolheu /28. A pequena reserva encontrou os requisitos de interface do serviço gerenciado, e a conta deixou de fechar.

Um /28 contém 16 endereços, mas não oferece 16 vagas. A AWS reserva os quatro primeiros e o último de cada sub-rede IPv4; sobram 11 utilizáveis. Stathakis atribui o aperto às interfaces primárias dos nós e às interfaces dos endpoints de serviço de pilha dupla. A saída relatada por ele foi ampliar a parte pública para /27 e a privada para /26. Seu texto não inclui uma relação datada de cada ENI. O tamanho novo é conhecido; a ocupação atual, não.

O modo IPv6 tem uma fronteira técnica precisa. Na documentação do EKS, pods e serviços recebem IPv6. Um pod que precisa alcançar um destino apenas IPv4 também usa um endereço IPv4 local ao nó; o componente de rede traduz a origem para o IPv4 primário desse nó. A aplicação continua funcionando, e é justamente por isso que uma dependência IPv4 pode passar despercebida. A família de IP do cluster é escolhida na criação e não pode ser trocada depois.

A isp6 manteve um gateway NAT para destinos antigos. Em certos endpoints AWS de pilha dupla, aceitou somente IPv6 na porta 443, fazendo falhar o cliente que escolhesse um registro A em vez de deixá-lo migrar em silêncio para IPv4. Os logs de fluxo do NAT mostraram quais destinos ainda usavam esse caminho. Um inventário de sub-redes e interfaces, junto com uma amostra desses logs com data, permitiria dimensionar o resíduo de hoje.

Stathakis mostrou uma tensão que a palavra “IPv6” esconde com facilidade. A empresa escolhe o protocolo dos pods; o provedor de nuvem exige endereços para nós e endpoints; serviços externos prolongam a necessidade de uma saída antiga. O /28 registrava a intenção. As interfaces cobraram o espaço real.