Resumo
- RFC 3149 permitiu que o Call Agent interpretasse números de teclas, ajustasse rótulos e luzes, forçasse hook e comandasse uma tela XML, sem fazer do evento prova da função concluída.
- Como a tela podia divergir da sinalização, recebeu endpoint
disp/próprio, e a camada XML examinava primeiro teclas compartilhadas. - Volume, troca fone/viva-voz e mute com indicador continuaram locais, preservando um limite físico diante da inteligência externa.
A tecla transmitia um número
No MGCP, o Media Gateway Controller ou Call Agent mantinha o controle de chamadas fora do gateway. Uma linha analógica precisava de poucos sinais. Um telefone comercial acrescentava hold, transfer, conference, mensagens, teclas programáveis, display, soft keys, speaker e mute.
RFC 3149 definiu KY para teclas, lâmpadas e rótulos; BP para force off-hook/on-hook e beep; XML para tela e entrada. O aparelho não enviava “hold”. Enviava o número. O mapa no Call Agent determinava a função.
Modelos diferentes podiam usar números diferentes. Uma notificação válida comprovava um número reportado, não a intenção comercial. Dizer que o usuário pediu hold exigia o mapa daquele instante; dizer que a chamada ficou em espera exigia decisão, sinalização e mídia.
Preserve modelo, firmware, versão do mapa, número, RQNT/NTFY, decisão e resultado. Um button=hold isolado é uma conclusão disfarçada.
Texto e luz eram saídas
O agente podia ligar a luz de uma tecla e escrever texto ao lado dela. Isso tornava a interface flexível, mas permitia descompasso. Um rótulo antigo podia sobreviver a novo mapa; uma luz podia acender sem o serviço; o usuário podia interpretar outro botão.
O objetivo era um conjunto mínimo e de baixo nível, sem tráfego redundante. Se bastava saber da pressão, não era necessário relatar pressão e soltura. O log, portanto, não continha o gesto físico inteiro.
Rótulo, lâmpada, evento e função têm recibos distintos. Proximidade no painel não os torna equivalentes.
A tela ganhou identidade própria
O estado do display podia ser assíncrono em relação à sinalização. O RFC esperava um endpoint separado com prefixo disp/.
No exemplo, uma chamada toca enquanto a tela oferece envio imediato ao voice mail. A escolha gera post XML e pode cancelar timers. Mostrar, pressionar, postar, cancelar, mudar a chamada e produzir o efeito remoto são etapas diferentes.
O agente indicava deck e card, substituía valores e recebia input. Cards incluíam texto, listas, entrada, timer e navegação. Teclas compartilhadas passavam primeiro pela camada XML, que as consumia ou repassava à camada telefônica.
Prioridade de despacho não era garantia de renderização ou chamada. O endpoint separado tornava observável a discordância.
Marca e modelo eram um atalho
Em vez de descobrir cada tecla, X-UA pedia uma string de marca e modelo para selecionar um perfil. A string não atestava hardware. Podia ser ignorada, divergir do firmware ou cair em perfil incompleto.
Um parâmetro X- desconhecido devia ser ignorado, não quebrar a interação. Ausência de resposta significava incerteza, não layout padrão. O controlador precisava de fallback limitado.
A mão manteve autoridade imediata
O volume de campainha, fone e viva-voz devia ser local. Com speaker ativo, o usuário podia levantar o fone e voltar ao speaker sem Call Agent. Mute e sua luz também eram locais.
O centro guardava semântica variável; o aparelho, ação imediata sobre áudio. Não é preciso inventar medições de latência ou uma teoria de falha ausente no texto.
Local não significava correto. Pressão, estado mute, luz e supressão de áudio podiam divergir. A mídia permanecia prova separada.
A ordem remota podia ser negada
BP permitia forçar off-hook, on-hook e beep, inclusive para integração com PC. Mas o usuário podia negar o off-hook ao desligar. Pedido, aceitação, hardware, chamada e reação tinham relógios próprios.
A seção de segurança apenas herdava as considerações do MGCP. Não declarou XML, mapeamento ou hook seguros. Password mode mascarava caracteres na tela sem comprovar criptografia.
A nota IESG situou o texto como Informational sobre protocolo não-IETF usado em produtos, enquanto Megaco/H.248 tratava o mesmo espaço. Status documental não apaga execução nem prova migração universal.
O funcionamento podia corrigir o nome
Funções centrais podiam falhar e mute continuar. Uma atualização mudava a tecla sem mudar o plástico. Uma card mostrava desvio enquanto o telefone ainda tocava.
Se a tecla chamada hold não altera mídia, hold não ocorreu. Se a luz mute acende e áudio sai, apresentação e realidade discordam. Se disp/ e telefone divergem, ambos devem permanecer no registro.
O botão físico marcou uma fronteira: o centro podia nomear e coordenar, mas receber eventos não lhe entregava a custódia de toda ação.
Fontes
- Texto do RFC 3149
- Registro do RFC 3149
- RFC 3149 em HTML
- Histórico do RFC 3149
- RFC 2705 — MGCP 1.0
- RFC 2805 — Requisitos de Media Gateway Control
- RFC 3015 — Megaco/H.248
- RFC 3435 — MGCP 1.0 revisado
- RFC 3525 — Gateway Control Protocol
- RFC 3660 — Packages MGCP básicos
- RFC 2897 — Packages de áudio MGCP
- XML 1.0, Recommendation de 1998
- Primazia do código em execução
- Camadas de realidade
- Especificação inicial mínima
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