Resumo

  • A RFC 10020 separa grupo CoAP, grupo de aplicação e grupo de segurança; eles podem se cruzar sem serem a mesma população ou possuírem a mesma autoridade.
  • Um pedido de grupo protegido traz evidência útil de protocolo, não a prova de que cada alvo recebeu, autorizou, executou e concluiu o efeito pretendido.

O grupo CoAP reúne endpoints configurados para receber requisições enviadas a um endereço IP multicast e uma porta UDP. O grupo de aplicação reúne servidores que compartilham recursos CoAP; o grupo de segurança trata da participação na comunicação protegida. A relação entre esses conjuntos pode ser muitos-para-muitos. Um cliente que envia uma requisição pode não ser, ele próprio, um receptor do grupo.

Portanto, enviar para o grupo não equivale a mover a população operacional que interessa. O endereço registra o destino do pacote. A configuração registra quem deveria escutar. O Group OSCORE permite que um servidor avalie repetição e a origem alegada de uma requisição protegida. Ainda assim, cada recurso conserva sua política: pode negar um remetente legítimo, aceitar a solicitação e não conseguir executá-la, ou executar uma mudança que não produz o efeito observado desejado.

O silêncio não resolve essa incerteza. A RFC 10020 admite supressão e atraso de respostas para que multicast não provoque uma tempestade em enlaces limitados. Uma resposta ausente pode ser supressão deliberada, perda, sono do dispositivo, filtro, associação antiga, recurso incompatível ou recusa. Algumas respostas confirmam apenas o que elas próprias dizem, no instante e no escopo em que foram emitidas.

Segurança de mensagem não é autorização de negócio. Uma requisição pode ser confidencial, íntegra, recente e associada a um membro identificável do grupo, e ainda assim não possuir direito de acionar determinada válvula, orçamento ou estado. A contribuição da RFC é tornar a coordenação comunicável sem apagar essas decisões locais. É o tipo de mínimo compartilhado que a leitura de Heng Lu recomenda: comum o bastante para interoperar, limitado o bastante para não fingir que já decidiu o que só a execução pode provar.