Resumo

  • ietf-pcep e ietf-pcep-stats oferecem um modelo comum para configuração, estado, sessões, notificações, ações e contadores de PCEP.
  • NMDA origin, instante de coleta e discontinuity-time delimitam o que uma leitura ou série pode provar.
  • A decisão segura liga o registro de gestão à identidade do par, sessão PCEP, decisão do controlador, aceite do PCC, aplicação, forwarding e resultado observado.

O relatório mais convincente costuma ser aquele em que nenhuma célula está vazia. Essa aparência reduz a resistência crítica: se o par existe, a sessão está ativa e o contador cresce, então o caminho parece sob controle. Mas uma tela completa pode ter sido lida tarde, alimentada por estado filtrado, atravessada por um reset ou desconectada do equipamento que encaminha o tráfego.

RFC 9826 padroniza a estrutura de gestão, não um veredito operacional. ietf-pcep representa entidade local, peers, sessões, notificações e RPCs. ietf-pcep-stats acrescenta tempos e contadores. O registro do RFC Editor, o histórico no Datatracker, a consulta de erratas e o cadastro YANG da IANA comprovam publicação e namespace. Não comprovam suporte em um produto ou fidelidade da instrumentação.

Configurado, pretendido e usado

A entidade possui admin-status gravável e oper-status somente leitura. O primeiro é o estado desejado; o segundo mostra a tentativa atual de alcançá-lo. Esse intervalo é essencial. Um true administrativo pode coexistir com falha, backoff ou falta de recurso.

Em NMDA, <intended> e <operational> não são duplicatas. O último reúne configuração realmente aplicada, valores aprendidos, do sistema, padrão e dinâmicos, além do estado. origin identifica a procedência da configuração. Não autentica o peer e não observa pacote. YANG 1.1 garante a forma do modelo; NACM decide quais usuários podem ler, receber notificações ou agir. Forma, acesso e resultado são três provas.

O endereço não é a organização remota

O peer é indexado por IP e pode carregar papel, capacidades, preferência de delegação e autenticação configurada. Esse é um identificador local útil, não identidade durável. O PCEP básico exige Keepalive recebido por ambos os lados para considerar a sessão estabelecida. Duas tentativas podem existir durante a colisão; RFC 9826 as separa pelo iniciador até descartar uma.

Por isso session-up precisa de hora de leitura, state-last-change, contexto de transporte e prova atual do peer. Notificações de subida, queda e overload ajudam, mas um filtro NACM pode descartá-las para certa assinatura. Ausência de alerta não é ausência do evento.

Contadores pedem a mesma cautela. discontinuity-time marca a época; estatísticas de sessão são perdidas quando ela cai. Resets locais e o RPC global podem zerá-las. Uma queda de contagem sem o registro do reset é ambígua. Um PCUpd contado não prova que o PCC o aceitou, e uma média de resposta não prova que o caminho foi correto.

trigger-resync inicia uma tentativa de sincronização com um PCC. Aceitar o RPC não prova conclusão. O próprio RFC alerta que uso não autorizado pode forçar sincronização contínua e que reset global não autorizado prejudica o monitoramento. Autenticação do canal, autorização NACM, recibo da operação e resultado do PCEP precisam de chaves distintas.

O banco de LSP termina antes do silício

No PCE stateful, a LSP-DB operacional usa PLSP-ID, endereço PCC e LSP-ID. RFC 8231 define sincronização, delegação, PCRpt e PCUpd. Uma linha coerente nesse banco é evidência do controlador; não lê diretamente o FIB nem o pacote.

Outros artigos continuam donos dos mecanismos vizinhos: RFC 9504 para delegação GMPLS, RFC 9830 para candidate paths SR Policy via BGP, RFC 9863 para Color em PCEP e RFC 9916 para TLS e early data em PCEPS. RFC 9826 expõe superfícies de gestão relacionadas; não reexecuta seus protocolos.

O mapeamento com o MIB de PCEP facilita continuidade operacional, mas MIB e YANG podem compartilhar a mesma fonte interna. Concordância não cria independência.

Running-Code Primacy coloca o artefato comum abaixo da execução real. Minimum Initial Specification separa o mínimo comum das escolhas locais. Reality, Not Advocacy exige declarar a lacuna em vez de preenchê-la. Aqui são critérios editoriais do autor, não intenções atribuídas ao IETF.

O conjunto mínimo de recibos contém módulo/feature, datastore, origin, tempo/época, identidade e autorização de gestão, transporte/peer PCEP, sessão, decisão do controlador, resposta do PCC, aplicação, forwarding e serviço. RFC 9826 melhora muito os primeiros recibos. A governança responsável não usa essa melhora para dispensar os demais.