Resumo

  • A Ofcom propõe incluir estigma corporal e depressão na lista prioritária da seção 62.
  • O COST só mediu essas categorias não designadas depois do início das obrigações; não há referência anterior.

O calendário cria uma lacuna importante. A primeira onda do Children’s Online Safety Tracker (COST), da Ofcom, ocorreu em março e abril de 2025, antes de as obrigações de segurança infantil entrarem em vigor em 25 de julho. A onda mediu conteúdo prioritário e de prioridade principal, mas não perguntou sobre conteúdo não designado, categoria que inclui os dois tipos que a Ofcom agora quer elevar. As perguntas sobre conteúdo não designado só entraram na segunda onda, em novembro e dezembro de 2025. A terceira ocorreu em março e abril de 2026.

Há observações depois do início das obrigações, mas falta uma referência anterior comparável para estigma corporal e depressão. Uma série iniciada após a regra descreve o período seguinte; não reconstrói o que a mesma medida teria registrado antes. O número mais direto vem com limites claros: na terceira onda, 42% dos jovens de 11 a 17 anos disseram ter visto conteúdo de estigma corporal nas quatro semanas anteriores. A Ofcom não encontrou mudança significativa entre as ondas dois e três nessa categoria, nem mudança geral significativa na incidência ou gravidade relatadas nos primeiros nove meses das obrigações.

Isso mostra exposição persistente, não o efeito causal da regra. As amostras também variaram. O módulo 2 incluiu 1.396 participantes de 11 a 17 anos na primeira onda, 1.625 na segunda e 865 na terceira. O COST recolhe relatos sobre períodos de lembrança; não contabiliza tudo o que circula nas plataformas. A Ofcom diz que os dados enviados por seis serviços cobrem o conteúdo detectado e tratado, sem medir diretamente a incidência total. A seção 63 dá à Ofcom funções de relatório e recomendação. A seção 62 contém a lista legal de prioridades, e a seção 219 permite que o Secretário de Estado a altere por regulamento.

O relatório pede duas inclusões; sua publicação não altera a lista. A Ofcom atualizará sua documentação regulatória se o governo decidir fazer a mudança.

Fontes