Resumo
- O grupo ACME enviou
draft-ietf-acme-profiles-02ao IESG em 21 de setembro de 2026. O estado Publication Requested não é aprovação do IESG nem publicação de RFC. newOrder.profileantecipa a seleção de características, mas anúncio, elegibilidade, aceitação do pedido, emissão e implantação continuam sendo provas diferentes.
Configurações de automação tendem a transformar um nome que funcionou ontem em contrato para amanhã. O rascunho ACME Profiles melhora esse cenário ao tornar a seleção explícita na ordem. Ao mesmo tempo, seu próprio texto impede a leitura mais confortável: o nome não é uma promessa autossuficiente.
Ele pode estar anunciado para o público, ser aceito como perfil privado sem anúncio ou falhar no momento da finalização depois de uma ordem aceita. A arquitetura reconhece que a política de uma autoridade certificadora pode variar por conta, ambiente e tempo.
O marco do IETF tem limites claros
Em 21 de setembro, o Datatracker registrou a passagem de Working Group Last Call para “Submitted to IESG for Publication”. O estado do IESG é “Publication Requested”, Deb Cooley aparece como Area Director responsável e não há data de telechat. Mike Ounsworth fez o pedido em nome do grupo.
O objetivo declarado é Proposed Standard, mas a revisão 02 ainda é Internet-Draft. O shepherd write-up descreve consenso fraco, pois a extensão foi vista como simples e recebeu poucas manifestações fortes de apoio; não registra controvérsia ou recurso. A lista de implementações e a implantação da Let’s Encrypt são experiência delimitada, não prova de adoção generalizada.
A seleção passa a ocorrer na ordem
No RFC 8555, o cliente cria uma ordem e depois entrega o CSR ao recurso finalize. A extensão acrescenta ao Directory o objeto opcional profiles, um mapa entre identificadores curtos e URLs com descrições legíveis. Uma data URL também é permitida.
O cliente envia o identificador em newOrder.profile. Quando aceita, a resposta Order ecoa o mesmo nome. A CA pode então decidir características antes de analisar o CSR, que continua transportando a chave pública e subjectAltName. O rascunho aponta a redução potencial de parsing e cópia ASN.1.
Nada disso altera a gestão de contas nem a validação de identificadores. Também não cria um vocabulário universal. O significado é do endpoint que publica o Directory e do conteúdo vinculado naquele instante.
A fronteira entre oferta e direito
Se o perfil não for compatível com o pedido, o servidor deve responder invalidProfile. O texto cita um perfil de autenticação de servidor TLS usado com identificador de e-mail e uma conta não autorizada por allowlist. Portanto, anúncio não é direito de uso.
A ausência no Directory também não fecha todas as possibilidades. Cliente e servidor normalmente devem evitar um nome não anunciado, porém o servidor pode aceitá-lo em situações excepcionais. O rascunho menciona um perfil privado acordado fora do protocolo e a reposição de certificado antigo após revogação em massa.
Se o cliente não enviar o campo, recomenda-se que o servidor selecione e associe um perfil. A resposta Order, não apenas a requisição, é a prova do seletor aplicado.
Aceitar a ordem ainda não é emitir. Se a CA deixar de estar disposta a emitir sob o perfil antes de finalize, deverá devolver invalidProfile. O texto recomenda esperar as ordens abertas expirarem antes de interromper o perfil, mas preserva o erro para situações em que a política muda durante a vida da ordem.
Um nome acompanha o ambiente e a data
A Let’s Encrypt chama o Directory atual de lista canônica e informa que nem todos os perfis existem em todos os ambientes; alguns podem exigir allowlist. classic, tlsserver e shortlived têm diferenças de reutilização de autorização, duração de ordem e certificado, tipos de identificador e campos emitidos.
O antigo tlsclient está indisponível desde 8 de julho de 2026. tlsserver passou para certificados de 45 dias em 13 de maio, e há reduções futuras planejadas para classic. São fatos sobre um operador, não uma definição inter-CA.
A trilha necessária para auditoria
O primeiro registro guarda o Directory bruto, a URL e a hora. O segundo guarda a descrição e seu hash. Depois vêm endpoint, conta, identificadores, nome pedido, decisão de elegibilidade e resposta Order com o perfil ecoado.
Na finalização, guardam-se o hash do CSR, a resposta e eventual problem type. Após emissão, a impressão digital e os atributos analisados mostram o que foi assinado. A implantação exige outra observação: tempo, ponto de vista e certificado apresentado pelo serviço.
Esses registros não são redundantes. Directory não concede elegibilidade; Order não é certificado; certificado emitido não comprova instalação. Separá-los torna a automação explicável mesmo quando a política evolui.
Fontes
- Estado atual no Datatracker
- Histórico do documento
- draft-ietf-acme-profiles-02
- Pedido de publicação
- Shepherd write-up
- RFC 8555
- Documentação de perfis da Let’s Encrypt
- Anúncio de ACME Profiles
- Roteiro de duração dos certificados
- Anúncio da última chamada do grupo
- Conclusão da última chamada
- Acompanhamento da implementação Boulder
- Atas de ACME no IETF 126
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