Resumo
- O RFC 9694 exige Standards Action, fronteira de pertencimento clara, segurança comum aos subtipos e pelo menos um subtipo real.
- O nome antes da barra pode orientar dispatch
type/*, ícone e aplicativo; criar a categoria implica trabalho além de registrar uma linha. - Definição, IANA, subtipo, emissão, preservação, parsing, fallback, validação, autorização e resultado exigem evidências distintas.
O ícone pode acertar antes do sistema
Um gerenciador não entende haptics/hjif, mas conhece haptics/*. Ele pode mostrar um ícone tátil ou sugerir um aplicativo amplo. O subtipo exato ainda não foi compreendido, os bytes não foram validados e o dispositivo não recebeu autorização para produzir efeito físico. Mesmo assim, o primeiro nível já alterou dispatch e expectativa.
Por isso o RFC 9694, BCP 13 publicado em março de 2025, trata novo nome à esquerda da barra como exceção. Ele atualiza o RFC 6838. A maioria dos formatos pertence a tipos existentes; application continua disponível para dados discretos sem família melhor. Criar um nível superior pede a produtores, intermediários, sistemas, bibliotecas e agentes que reconheçam uma nova fronteira.
A categoria deve ser definida em RFC Standards Track, pedir inclusão à IANA, explicar o que entra e não entra, documentar riscos que atinjam todos ou muitos subtipos e descrever pelo menos um subtipo. Categoria vazia não serve operacionalmente.
O registro IANA de tipos superiores usa Standards Action. Além das famílias MIME do RFC 2046, lista model, example, font e haptics. A lista prova a existência do nome e do RFC; não prova emissão por um produtor, preservação por gateway ou suporte correto no cliente.
A fronteira precisa sobreviver a formatos reais
Uma categoria só é útil quando prevê algo durável entre vários subtipos. Critérios claros permitem avaliar pertencimento e conteúdo da inscrição. Se a fronteira não pode ser explicada, a ambiguidade sinaliza que o assunto talvez não mereça nível superior.
O RFC rejeita atalhos: a categoria não pode duplicar outro registro, mapear extensões ou URI schemes, nem importar sistemas de tipos de programação ou ontologias. Não deve criar aliases de formatos existentes, e X- não formaliza convenção local. Essas negativas protegem o namespace compartilhado de significados privados.
Uso informal amplo pode indicar demanda, mas não substitui o processo. Também não basta uma abstração sem pressão de formatos. Por isso o documento recomenda subtipos iniciais reais.
haptics foi o caso paralelo. O RFC 9695 define a família; o registro IANA de mídia contém haptics/ivs, haptics/hjif e haptics/hmpg. Isso comprova padronização e registro, não suporte em navegador, email, gateway ou aparelho. A referência do RFC 9993 a haptics/hmpg não transforma registro em implantação universal.
O fallback genérico também amplia o erro
Tipos de mídia despacham formatos para código. Normalmente o tipo completo, subtipo e parâmetros escolhem o handler. O nível superior pode oferecer fallback provisório para aplicativo que cubra uma família. Imagem, áudio e vídeo já usam isso; elementos HTML e ícones também podem mudar.
Aplicativo aberto prova apenas que houve candidato. Ícone correto prova uma regra visual. Nenhum dos dois confirma suporte ao subtipo, respeito aos parâmetros, correspondência dos bytes, isolamento de conteúdo ativo ou intenção do usuário. A declaração ainda pode estar sob controle do atacante.
A sequência segura preserva tipo e parâmetros, verifica o subtipo, aplica restrições e validação, decide se fallback é permitido, mantém renderização ou execução atrás de política local e registra o resultado. Sniffing pode descobrir divergência, porém substituir silenciosamente a declaração por inferência cria nova ambiguidade de autoridade.
Implantação defensável separa dez recibos: RFC Standards Track; entrada superior IANA; subtipo; emissão; preservação intermediária; reconhecimento exato; fallback; validação; autorização local; resultado observado. Um pode ser verdadeiro e o seguinte falso. Os custos seguem essa dispersão: migração no produtor, normalização em intermediários, manutenção de handlers, superfície de segurança e suporte quando o ícone parece certo mas o conteúdo falha.
O RFC 8126 descreve Standards Action. O Datatracker e a página informativa comprovam estado e história, não adoção. Para isso são necessárias configurações, traces, testes de intermediários, inventários, validação e comportamento observado.
O ensaio de Lu Heng sobre especificação inicial mínima aparece apenas como lente editorial declarada: compartilhar o mínimo indispensável à interoperabilidade e deixar decisões posteriores próximas do operador. Não é requisito IETF nem prova de implantação.
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