Resumo

  • NetActuate lançou o Media Substrate em 8 de setembro: transporte gerenciado para vídeo ao vivo, com rotas internas diversas e uma saída combinada.
  • A empresa mede sua rede separadamente do acesso do cliente e dos buffers de protocolo. Entradas e saídas duplas são uma proteção opcional adicional.

A segunda rota de uma transmissão ao vivo precisa de mais do que configuração técnica. Alguém deve contratá-la e acompanhar seu funcionamento. O Media Substrate propõe levar esse trabalho para dentro do serviço de rede da NetActuate. Para o comprador, importa saber até onde vai a responsabilidade transferida.

O anúncio de 8 de setembro informa disponibilidade no portal do cliente. Uma apresentação de 4 de setembro já havia explicado o conceito. A emissora mantém seu codificador e protocolo, envia um fluxo e recebe uma saída. Internamente, segundo a empresa, caminhos distintos transportam o vídeo, são combinados na saída e têm latência e continuidade monitoradas.

NetActuate relata um teste em que uma rota foi desligada sem perda na saída combinada. É um resultado informado pelo fornecedor para um ensaio específico, não comprovação independente de proteção contra qualquer falha de produção. A existência de duas rotas também não demonstra, sozinha, que todas as instalações físicas e causas de falha sejam independentes.

Onde a proteção começa

A explicação da operadora delimita sua medição entre a entrada e a saída da própria rede. A última milha do cliente nas duas pontas e os buffers de proteção acrescentados pelo protocolo são tratados separadamente. Uma boa medida de trânsito não corresponde, por si, ao atraso entre a captura da cena e sua exibição ao público.

A empresa apresenta cinco formas de acesso: internet pública, circuitos dedicados, última milha gerenciada, satélite de órbita baixa combinado com linha fixa e fluxos duplos de entrada e saída. A última opção é uma camada adicional paga sobre o transporte interno já redundante. Logo, o contrato padrão não permite presumir duas conexões fisicamente independentes saindo das instalações da emissora.

Uma avaliação deveria refletir essa diferença. Derrubar uma rota interna não testa o mesmo problema que perder o acesso de um local de evento. É preciso indicar qual trecho falhou, onde a perda é contada e quais buffers sustentam a saída. São questões sugeridas para o aceite do comprador, não ensaios realizados para esta reportagem.

A abrangência também é uma escolha

Managed Media Substrate utiliza a infraestrutura existente. Custom corresponde a uma implantação dedicada, com identidade de rede, espaço de endereços e alcance geográfico próprios do cliente. O catálogo de mais de 45 localidades oferece opções de implantação; não significa que cada pedido ative automaticamente uma rede mundial para o usuário.

A página do produto informa que não há cobrança separada de plataforma. O uso é medido por ambiente de cliente e por fluxo, enquanto a saída de dados e outros consumos são cobrados à parte; Custom recebe orçamento por implantação. Incluir a segunda rota interna no modelo não torna gratuitos acesso, tráfego e proteção opcional.

Segundo NetActuate, a operação do ASN e do plano de controle BGP permite orientar os caminhos. Codificadores e rotinas continuam com o cliente. A oferta vende operação de rede abaixo da aplicação de vídeo, em vez de substituir toda a cadeia de transmissão.

Fontes: anúncio de lançamento; explicação técnica e comercial; produto e descrição de cobrança. Os três materiais são do fornecedor, não auditorias independentes de desempenho.