Resumo
- O rascunho individual de 28 de outubro propõe cinco elementos de informação MPLS genéricos para repetição em um modelo IPFIX ordenado. Se endereço IPv4, endereço IPv6 ou comprimento de prefixo não estiver disponível na posição K, o exportador não deve emitir aquele elemento em K nem em posição mais profunda. Ele não pode pular a lacuna e fazer K+1 parecer K.
- Os elementos posicionais atuais do registro IANA continuam válidos. A proposta depende de outro rascunho de exportação ordenada; um coletor antigo pode descartar silenciosamente o conjunto novo. Os identificadores IANA dos cinco elementos propostos ainda aparecem como
TBD.
A pilha não encurta porque uma informação falta
Considere três rótulos MPLS observados pelo processo de medição. Ele sabe o endereço de próximo salto do primeiro e do terceiro, mas não do segundo. Dois endereços enviados em sequência seriam lidos pelo coletor como as posições um e dois. O valor do terceiro rótulo receberia a identidade do segundo. Nenhum octeto do endereço precisaria estar errado para o relatório inteiro orientar uma análise errada.
A seção 4.7 do novo texto recusa esse arranjo. Para mplsLabelIPv4Address, mplsLabelIPv6Address e mplsLabelPrefixLength, a ausência na posição K encerra a exportação daquele mesmo atributo em K e em todas as posições mais profundas. As ocorrências precisam ser consecutivas desde o topo. Os rótulos continuam na pilha; outros elementos podem descrevê-los. O atributo interrompido perdeu a capacidade de atribuir profundidade aos valores abaixo da lacuna. O rascunho deixa subconjuntos esparsos fora de seu escopo.
O tipo de rótulo recebe tratamento diferente. Quando mplsLabelType é desconhecido na posição K, o exportador envia o valor 0, Unknown. A posição permanece presente e o tipo é declarado desconhecido. Para endereços e comprimento de prefixo não há marcador equivalente nessa proposta; a sequência para. A diferença entre preencher uma posição com «desconhecido» e parar uma sequência não cabe em uma limpeza automática de tabela.
O mecanismo atual explica a proliferação de campos. O registro IPFIX da IANA traz dez elementos posicionais para seções da pilha de rótulos, IE 70 a IE 79. Cada nome já contém a camada que representa, do rótulo superior até o décimo. A nova proposta repete mplsLabelStackEntry em um modelo ordenado e acrescenta quatro atributos genéricos. Ela mantém os elementos antigos. Coletores que não entendem o novo modelo ainda precisarão deles.
O tamanho também muda. O RFC 3032 define a entrada completa de rótulo em quatro octetos: valor do rótulo, classe de tráfego, indicador de fundo de pilha e TTL. Os elementos posicionais existentes levam três octetos e omitem TTL. O elemento genérico leva os quatro, permitindo ver TTL em profundidades maiores, mas acrescenta um octeto por rótulo quando TTL não interessa. Mais informação no relatório custa espaço no fluxo.
A ordem precisa sobreviver a três mãos
O RFC 7011 permite repetir um elemento de informação em um modelo IPFIX. Um modelo comum não garante ao coletor que a ordem dessas ocorrências seja a ordem observada. O rascunho complementar propõe conjuntos de modelos ordenados. O processo de medição registra as observações na sequência, o exportador preserva e sinaliza a sequência, e o coletor interpreta a ocorrência n como a observação n. Três etapas precisam concordar antes que uma posição no relatório mereça confiança.
A garantia vale separadamente para cada elemento de informação. A segunda ocorrência de mplsLabelStackEntry e a segunda de mplsLabelType apontam para a mesma camada porque ambas as definições associam a segunda ocorrência à segunda posição. A proposta não assegura uma ordem relativa entre elementos de espécies diferentes. A proximidade de dois campos no pacote não cria a relação que o modelo não prometeu.
Há ainda o risco de migração. A seção 7 orienta habilitar exportação ordenada apenas para coletores reconhecidamente capazes de ler os novos conjuntos. Um coletor sem esse suporte pode perder o conjunto inteiro sem aviso. Enquanto as duas populações coexistirem, campos posicionais antigos e genéricos novos também precisam coexistir. Atualizar somente o lado que fala é um jeito caro de obter silêncio.
O Datatracker registra o documento como Internet-Draft individual ativo. Na seção IANA, as cinco novas IDs continuam TBD. Uma captura de interoperabilidade com o atributo da camada intermediária propositalmente ausente, mostrando o modelo enviado e o empilhamento reconstruído, estabeleceria se implementações cumprem esse limite.
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