• Em 17 de março de 2026, o consórcio MANTA — Liberty Networks, Gold Data e Sparkle — escolheu a MDC Data Centers para projetar, construir e operar dois hubs neutros de aterrissagem e interconexão de cabos (Cable Landing Hubs) em Cancún e Veracruz.
  • MANTA é um sistema de cabo, não uma empresa. Os hubs e o cabo ainda não entraram em operação: os cronogramas públicos vão da entrega das instalações no verão de 2027 à operação no fim de 2027 ou início de 2028; a Gold Data adota 2028 como meta de entrada em serviço.

O que o acordo de março realmente abrange

O acordo entrega à MDC a responsabilidade pelas duas instalações costeiras mexicanas. Cada uma deverá reunir uma estação de aterrissagem de cabo, um data center e um ambiente de interconexão neutro em relação às operadoras, ligando a capacidade submarina às redes terrestres nacionais e transfronteiriças sem controle exclusivo de acesso.

Os locais previstos são Cancún e Veracruz. A arquitetura modular poderá crescer em blocos de 1 MW até 5 MW por instalação. Esse número é um teto de projeto para demanda futura, e não prova de que 5 MW já estejam instalados, comissionados ou ocupados.

Cabo, hubs e operadoras são camadas diferentes

Liberty Networks, Gold Data e Sparkle formam o consórcio por trás do MANTA. Um contrato que entrou em vigor em 17 de março de 2025 atribui à SubCom o projeto, a fabricação e a instalação do cabo. A missão posterior da MDC cobre apenas os dois hubs mexicanos; ela não torna a MDC dona do cabo nem transforma MANTA em uma empresa.

A divisão operacional também importa. As três empresas terão acesso ao trecho norte entre Estados Unidos e México, enquanto a Sparkle se junta à Liberty Networks no trecho sul para Panamá e Colômbia. Pontas costeiras, backhaul terrestre, colocation neutra e circuitos de clientes precisam funcionar juntos antes que uma rota anunciada vire serviço.

Números de projeto não são capacidade entregue

Os documentos estimam o MANTA em cerca de 5.400 a 5.600 km, pois materiais do consórcio usam valores diferentes. O contrato de 2025 descreve um tronco com repetidores de até 18 pares de fibras e suporte de até 22 Tb/s por par, com pontos na Flórida, no México, no Panamá e na Colômbia e uma unidade de derivação voltada às Ilhas Cayman para expansão futura.

São especificações de rota e equipamentos. Capacidade disponível exige cabo fabricado e lançado, equipamentos energizados, rotas terrestres concluídas, licenças, testes, aceitação e ativação comercial. O relatório anual da Cable & Wireless Communications prevê operação no fim de 2027 ou início de 2028; uma atualização posterior da Gold Data aponta para 2028.

O que hubs neutros podem mudar

A interconexão aberta em Cancún e Veracruz pode ampliar as opções de operadoras, provedores de nuvem e redes de conteúdo para chegar à Cidade do México e a Querétaro ou trafegar entre Estados Unidos, México, Panamá e Colômbia. O mecanismo é diversidade de rotas e entrega mais simples entre redes submarinas e terrestres, não uma promessa geral de mais velocidade ou resiliência.

A comprovação será operacional: quando cada hub entrar em serviço, quais operadoras se conectarem, quais backhauls estiverem disponíveis, como o tráfego for distribuído, qual latência for medida e se uma falha puder ser contornada de fato. Até lá, baixa latência e resiliência são objetivos de projeto do consórcio.

O que acompanhar

  • Licenças mexicanas e americanas, obras costeiras, lançamento no mar e aceitação.
  • Marcos da construção da MDC em Cancún e Veracruz.
  • Potência instalada e capacidade comissionada frente ao desenho de 5 MW por instalação.
  • Fabricação pela SubCom, lançamento do cabo e conclusão dos testes.
  • Uma data de entrada em serviço coerente entre os sócios.
  • Operadoras, backhaul terrestre e medições de latência, tráfego e failover.

Fontes