• O primeiro seminário sobre fraude em telecomunicações ocorreu em Maputo, Moçambique.
  • Os principais atores se reúnem para enfrentar os crescentes desafios de cibersegurança.
  • O governo destaca a responsabilidade coletiva dos cidadãos e organizações no combate à cibercriminalidade.

Em 1º de agosto de 2024, em Maputo, Moçambique, o primeiro seminário intitulado 'Coordenação, colaboração e cooperação para a segurança e resiliência das comunicações' foi organizado para atender à necessidade urgente de medidas reforçadas de cibersegurança no setor de telecomunicações. Este evento foi organizado pelaAutoridade Nacional de Comunicações (INCM)em colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Banco de Moçambique. Uma sessão de acompanhamento focada em comunicações seguras e resilientes está prevista para 2 de agosto.

Estado atual da cibersegurança nas telecomunicações

O seminário teve como objetivo reunir os principais atores, incluindo operadoras de redes móveis, provedores de serviços de telecomunicações e representantes do setor bancário, para discutir questões cruciais relacionadas à segurança das redes de telecomunicações. Os crescentes desafios impostos pela cibercriminalidade destacam a necessidade de estratégias coordenadas para fortalecer a cibersegurança em todo o setor.

Os pontos-chave abordados incluíram:

  1. Situação atual em relação à fraude em telecomunicações e métodos de pagamento eletrônico.
  2. Avaliação da eficiência e eficácia das plataformas de denúncia de fraudes.
  3. Avaliação do quadro jurídico relativo à segurança das comunicações.

"Garantir a segurança dos sistemas de telecomunicações e pagamento eletrônico não é apenas uma responsabilidade governamental; é uma missão coletiva que exige a participação ativa de todos."

Amilton Alissone, Vice-ministro dos Transportes e Comunicações

Em seu discurso de abertura, o Vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, destacou o compromisso do governo em fortalecer as capacidades tecnológicas e de inteligência para combater as ameaças persistentes. Ele afirmou: "Garantir a segurança dos sistemas de telecomunicações e pagamento eletrônico não é apenas uma responsabilidade governamental; é uma missão coletiva que exige a participação ativa de todos."

O seminário também destacou a importância da conscientização pública. O Sr. Alissone observou: "É imperativo que todos os cidadãos sejam informados e capacitados para reconhecer e denunciar atividades fraudulentas no ambiente digital", enfatizando a necessidade de uma cultura de vigilância contra as ciberameaças.

Quadro jurídico e responsabilidades das partes interessadas

O procurador-geral adjunto, Amabélia Chuquela, forneceu uma visão geral do aumento dos casos de cibercriminalidade, relatando que o Ministério Público tratou 286 processos criminais relacionados a esse tipo de fraude no primeiro semestre de 2024, com as cidades de Maputo e as províncias de Niassa e Zambézia registrando os números mais altos. Além disso, um total de 508 casos relacionados a fraudes em pagamentos eletrônicos foram relatados no mesmo período.

A INCM destacou a importância de estabelecer uma plataforma robusta de denúncia de fraudes. Esta plataforma registrou 62 reclamações no primeiro semestre de 2024, resultando em ações significativas contra atividades criminosas em várias províncias.

A presidente da INCM, Helena Fernandes, reafirmou o compromisso da organização em proteger as infraestruturas de comunicação e os direitos dos consumidores nos serviços de telecomunicações. Ela destacou a importância dos esforços colaborativos entre todas as partes interessadas para garantir um ambiente de comunicação seguro e resiliente em Moçambique.

O evento constituiu um passo crucial para o fortalecimento da cibersegurança e o combate à crescente ameaça da cibercriminalidade no setor de telecomunicações, marcando um marco importante nos esforços coletivos para proteger o cenário digital de Moçambique.

Sobre a INCM

A Autoridade Nacional de Comunicações (INCM) é responsável pela regulamentação dos setores de telecomunicações e postais em Moçambique. Criada para promover o desenvolvimento de serviços de comunicação de qualidade, a INCM se esforça para criar um ambiente competitivo que garanta acesso universal aos serviços de comunicação. A organização se dedica à proteção dos direitos dos consumidores e à segurança das infraestruturas de comunicação, colaborando ativamente com várias partes interessadas para enfrentar os desafios em evolução do cenário digital.