Resumo

  • A proposta mira objetos do RIPE-NONAUTH com ROA válida correspondente ou com registro correspondente na base de outro RIR.
  • As duas contagens incluem objetos em comum; o RIPE NCC estima queda inicial de aproximadamente 60% no total da base.

O banco tem cerca de 44.526 objetos. Uma triagem aponta 16.497, outra aponta 27.449. Somadas, chegam a 43.946: daria para quase apagar a luz. Mas a proposta apresentada por Edward Shryane ao grupo de trabalho de bancos de dados projeta remover por volta de 60% numa primeira etapa. Parte dos objetos entra nas duas contas. O número relevante para uma exclusão é o de registros distintos, não o de vezes em que eles passaram por uma regra.

Uma regra busca autorização de origem de rota, a ROA, válida e correspondente. A outra encontra a mesma informação em um banco de outro registro regional. O RIPE-NONAUTH reúne dados não autoritativos de fora da região, antigos registros criados anonimamente com uma senha conhecida. Segundo o RIPE NCC, são menos de cem atualizações por ano. Quando há um registro com procedência mais forte, o velho duplicado ganha um peso que já não merece. O informe aos membros de 23 de outubro ainda trata a limpeza como proposta sujeita a comentários.

Há uma regra anterior para o problema oposto. A RIPE-731 manda excluir, após notificações, um objeto NONAUTH que permaneça 14 dias consecutivos inválido diante de uma ROA. A nova ideia alcança até o registro que concorda com uma fonte melhor. A decisão passa pela definição de “corresponde”: dois campos parecidos não bastam para transferir autoridade sem um critério público.

Shryane pediu um novo item de trabalho numerado. Se o grupo concordar com o problema, a próxima definição deverá estabelecer o método de comparação, avisos prévios, a opção de o mantenedor preservar seu objeto e a documentação da limpeza. Consultas e espelhamento NRTM continuariam disponíveis. Objetos criados por ação da IANA ou da ICANN ficam fora do escopo. Por enquanto, ninguém publicou uma lista final de exclusões.