Resumo

  • Ao concluir a transferência, ARIN remove recursos e ROAs associados do certificado de origem; preserva os ROAs dos recursos que ficaram.
  • O certificado do destinatário inscrito se amplia automaticamente, mas ele próprio cria os novos ROAs. Se ainda não participa do RPKI, precisa aderir.

A ARIN consegue colocar um bloco transferido no certificado do novo titular sem criar a autorização de origem de rota desse titular. Essa é a divisão da própria documentação sobre transferências e RPKI. Ao concluir a operação, os recursos deixam o certificado da origem e seus ROAs associados são removidos. A parte que permanece com a origem entra num certificado reorganizado, preservando seus ROAs. Se o destinatário já possui certificado RPKI da ARIN, ele é ampliado automaticamente. O novo ROA fica para o destinatário criar.

Certificado e ROA resolvem questões diferentes. O primeiro define sobre quais recursos uma organização pode fazer declarações assinadas. O segundo declara qual AS pode originar um prefixo e até que comprimento máximo. A ARIN sabe quem recebeu o bloco no registro; a solicitação de transferência não lhe diz qual AS o novo titular pretende usar. A automação muda a capacidade de assinar. O conteúdo da afirmação pertence a quem opera a rede.

No guia de boas práticas de transferência de 2025, a ARIN é explícita. O destinatário já inscrito no RPKI recebe a atualização automática do certificado e tem de criar novos ROAs para os recursos recebidos. Quem ainda não participa do serviço precisa se inscrever; uma transferência não faz a inscrição. A página técnica de RPKI acrescenta que recursos adicionados ao certificado existente não modificam os ROAs anteriores. A máquina entrega uma prerrogativa, não uma autorização pronta.

O tratamento da origem depende do que resta. Se ela transfere apenas uma parte, a ARIN reorganiza o certificado e conserva os ROAs relativos aos recursos que ficaram. Se transfere todos os IPs e ASNs cobertos pelo acordo, o certificado atual é removido e os ROAs correspondentes saem do repositório. O antigo titular tem uma saída documentada. Para o novo titular, escolher AS de origem, prefixo e maxLength exige decisão operacional específica. Nenhum formulário de mudança de titular pode preencher essas escolhas com segurança.

Uma transição bem coordenada tem etapas antes e depois da conclusão. A origem identifica os ROAs afetados; o destinatário prepara sua participação no RPKI e as declarações que deseja publicar. Depois da transferência, confere o certificado renovado e cria os novos ROAs. A ARIN também orienta revisar objetos IRR e DNS reverso. A alteração do registro de recursos não aciona automaticamente cada informação operacional ligada ao endereço.

As fontes da ARIN descrevem o procedimento sem atribuir uma interrupção de tráfego a um caso particular. Um registro datado do repositório ROA e observações de validação mostrariam a consequência de uma operação concreta. O ponto institucional é claro: a ARIN conclui a metade mecânica do repasse, e o destinatário escreve a afirmação de origem. O relógio entre essas duas etapas merece entrar no recibo da transferência.

ARIN