Resumo

O espaço ficou no lugar; as divisórias se multiplicaram

A primeira sobra livre é 2001:43fc:9801::/48, vizinha do /48 destinado à WHIZMO. Depois aparece 2001:43fc:9802::/47. A sequência prossegue com pedaços cada vez maiores até 2001:43fc:9c00::/38. A conta em IPv6 fecha sem lacuna nem sobreposição: o /48 atribuído e as onze sobras ocupam exatamente o antigo /37. A AFRINIC não acrescentou espaço a esse intervalo; apenas o descreveu com mais bordas.

Seu próprio manual explica a armadilha. O campo de resumo conta linhas por tipo. Uma linha disponível virou doze linhas IPv6, elevando o total em onze. Seria fácil transformar o movimento em gráfico de “novos recursos”, mas essa leitura premiaria o formato da tabela como se fosse uma decisão. A decisão nesta faixa foi uma atribuição /48. As outras onze linhas continuam disponíveis.

O código estatístico não precisa carregar a história sozinho. O ASN e o IPv6 /48 trazem data de 2 de novembro no arquivo; o IPv4 /23, de 3 de novembro. Os três objetos RDAP apontam para ORG-WL14-AFRINIC, cuja ficha nomeia WHIZMO LIMITED. O ASN foi registrado em 2 de novembro às 09:08 UTC, o /48 às 08:58 e o /23 em 3 de novembro às 06:55. São três recursos e três carimbos administrativos, unidos por uma organização verificável.

No plano operacional, o RIS ainda não via as duas rotas exatas na captura da meia-noite do dia 4. Uma captura posterior, com prefixo exato ou mais específico, ou um registro do operador daria data a uma eventual ativação observável. A contagem de onze linhas já está resolvida: ela nasceu da partição do /37, não do BGP.

Há no mesmo arquivo uma alteração de estado para AS328472 e 102.67.172.0/22; a tensão entre reserva e RDAP já foi publicada separadamente. Aqui a pergunta é sobre a unidade de medida que AFRINIC põe no topo da folha. Quantas linhas são recursos novos, e quantas são o espaço livre depois que uma peça saiu?