Resumo
- O aviso final de 17 de junho de 2026 cita cinco candidatos para três vagas no Comitê de Governança e atribui ao NomCom a decisão de elegibilidade.
- O aviso publica o resultado da triagem, mas não as avaliações por candidato, os motivos de eventual exclusão nem o número inicial de indicações.
A AFRINIC abriu três vagas no Comitê de Governança em sua chamada de 8 de maio de 2026. Cada candidatura precisava do apoio de dois membros de recursos da AFRINIC em situação regular. A chamada também apresentou condições gerais de capacidade jurídica, residência e integridade e previu desqualificação por prática eleitoral indevida.
O cronograma inicial colocou a verificação dos candidatos entre 30 de maio e 10 de junho. Em 5 de junho, a AFRINIC prorrogou o prazo de indicações até 8 de junho. As fontes congeladas confirmam essas datas publicadas, mas não informam quando cada decisão individual de elegibilidade foi tomada.
O aviso final, datado de 17 de junho, lista Daniel Khauka Nanghaka, Afaf El Maayati, Marie Michel Eddy Lareine, Maud Adjeley Ashong Elliot e Ahlal Mohamed. Em nome do NomCom, afirma que os nomes listados foram considerados elegíveis segundo as regras aplicáveis e oferece um link para informações adicionais dos candidatos.
Esse resultado permite conferir os cinco nomes para três vagas. Ainda assim, não é uma trilha de auditoria da elegibilidade. O aviso não detalha os documentos examinados para cada pessoa, como cada requisito foi aplicado, se alguma indicação para o Comitê foi excluída ou por quê. Também não informa quantas indicações o NomCom recebeu inicialmente.
Essas ausências devem ser lidas de forma restrita. Elas não provam que nenhuma avaliação ocorreu, que não exista um registro mais completo ou que algum nome listado fosse inelegível. Também não demonstram que uma pessoa não listada tenha sido rejeitada. A conclusão defensável limita-se ao aviso: ele publica a lista e a conclusão de elegibilidade, não a fundamentação individual.
O aviso de resultados de 3 de julho cita posteriormente três membros eleitos. Isso fecha a sequência pública entre candidatura e cargo, mas não acrescenta as avaliações individuais anteriores do NomCom.
Um registro mais claro poderia acompanhar cada lista final com uma matriz de elegibilidade versionada. A versão pública indicaria o requisito, o tipo de evidência verificada, a decisão e uma explicação que preserve a privacidade, sem expor documentos pessoais. Também poderia informar o total de indicações e as quantidades, sem nomes, de candidaturas retiradas, incompletas ou consideradas inelegíveis.
Fontes
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