Resumo
- Enviar uma imagem nova com uma tag já existente atualiza a tag, mas deixa a imagem anterior acessível pelo digest e ocupando espaço na DigitalOcean.
- Imagens sem tag entram na cota de armazenamento. Remover a tag, apagar o manifesto e recolher camadas sem referências são trabalhos distintos.
- A coleta automática, em prévia pública mediante adesão, funciona em segundo plano sem colocar o registro em modo somente leitura. A coleta manual mantém essa etapa e pode esperar até quinze minutos antes de começar.
Quem paga por um guarda-volumes não ganha desconto por arrancar a etiqueta da mala. No DigitalOcean Container Registry, a lógica é parecida. A versão nova pode ficar com o nome conhecido pela equipe, enquanto a antiga continua ocupando espaço. A entrega avançou; a bagagem ficou.
O guia de início da DigitalOcean descreve exatamente essa separação. Quando uma nova imagem é enviada com uma tag existente, a tag muda. A imagem anterior segue acessível pelo digest e consome armazenamento. Trocar o destino de um nome é uma operação útil. Esvaziar o depósito exige outras.
A permanência pode ser desejável. Uma versão anterior em condições de uso pode salvar uma reversão de implantação. Um artefato pode ser necessário para investigar um problema. Mas um experimento esquecido também consegue permanecer. O registro sabe que a imagem existe; não sabe quanto vale o motivo pelo qual a empresa resolveu guardá-la.
O relatório de entrega não é um recibo de descarte
A tag é um nome conveniente. O digest identifica uma versão específica. Essa divisão permite atualizar a referência habitual sem perder a precisão sobre uma versão antiga.
A confusão costuma nascer na passagem entre equipes. “Substituímos a imagem” vira “apagamos a imagem” e termina na planilha como “liberamos armazenamento”. Só a primeira frase precisa ser verdadeira para a entrega ter funcionado. As duas seguintes dependem de ações e resultados próprios.
A página de preços inclui explicitamente imagens sem tag na cota. A documentação de limpeza explica que apagar um digest também remove as tags associadas. Já a exclusão de um manifesto pode deixar camadas que nenhum manifesto referencia mais. A coleta de lixo remove esse material para recuperar espaço.
Um manifesto retido pode continuar referenciando camadas mesmo quando a imagem perdeu sua tag. Portanto, ausência de etiqueta e ausência de referência apontam para condições diferentes. A automação que procura a segunda não recebeu uma ordem para apagar tudo que se enquadra na primeira.
Essa distinção protege os dois lados do orçamento. Evita esperar uma economia que ainda não ocorreu e evita tratar como lixo uma versão mantida deliberadamente para recuperação. O problema mais interessante é o meio-termo: versões cuja permanência custa dinheiro, mas já não tem um responsável capaz de explicar por quê.
A faxina automática tem um contrato de trabalho
A DigitalOcean oferece coleta automática em prévia pública, com adesão. Quando habilitada, ela limpa continuamente camadas sem referências em segundo plano, sem a passagem do registro para modo somente leitura.
O ganho é concreto. Uma rotina de armazenamento pode deixar de disputar horário com o envio de imagens. Isso reduz atrito operacional, especialmente para equipes que precisam conciliar manutenção e novas entregas.
O escopo, porém, é preciso: camadas sem referências. Escolher quais manifestos de versões antigas deixar de preservar é outra decisão. A coleta manual inclui uma opção separada para apagar manifestos sem tag, justamente o passo que transforma parte do histórico retido em material dispensável.
Comprar automação não elimina essa escolha. Uma equipe pode esperar que toda imagem antiga seja removida sozinha e continuar acumulando conteúdo referenciado. Outra pode selecionar a eliminação ampla de manifestos sem verificar quais digests ainda sustentam seu plano de recuperação. No primeiro caso, o estoque cresce por desatenção. No segundo, uma alternativa de retorno pode ser abandonada junto com a faxina.
A máquina sabe seguir referências. A empresa precisa dizer o que ainda merece tê-las.
Abrir mais portas não aumenta a cota
O plano Professional permite até dez registros, mas compartilha o armazenamento entre eles. Seus 100 GiB não reaparecem a cada novo registro. Dividir projetos em endereços distintos ajuda a organizar o trabalho; não cria capacidade adicional por decreto administrativo.
O preço publicado é de 5 dólares por mês para Basic, com 5 GiB, e 20 dólares para Professional, com 100 GiB. O armazenamento adicional é contabilizado ao fim do dia, proporcionalmente aos dias de excesso no mês. Para apurar a economia de uma limpeza, é preciso conhecer volume real e duração.
Contar tags apagadas não resolve essa conta. Somar o tamanho aparente de todas as imagens também pode superestimar a recuperação, porque outras versões podem continuar referenciando camadas compartilhadas. O número que interessa ao orçamento é o espaço de fato liberado depois das decisões e da coleta.
Guardar versões selecionadas pode ser barato diante de sua utilidade. Guardar todas as construções indefinidamente é uma política muito mais ambiciosa, mesmo quando nunca passou por aprovação. Ela acompanha o ritmo de desenvolvimento e o tamanho dos artefatos. Uma equipe pode pensar que comprou alguns pontos de retorno enquanto financia um museu sem curador.
O relógio começa antes da limpeza
Na coleta manual, o registro fica temporariamente em modo somente leitura. Antes de iniciar a remoção, a DigitalOcean espera expirar as autorizações anteriores de escrita. Dependendo de quando começou a última operação de escrita, essa espera pode chegar a quinze minutos.
Esse intervalo é anterior à coleta. Não é um prazo para a conclusão de todo o trabalho. Quem usa o caminho manual precisa coordená-lo com as escritas; a existência da prévia automática não comprova que ela esteja ativa no registro em questão.
Cancelar também não equivale a restaurar. A documentação mostra que, após o cancelamento, é possível consultar os blobs já removidos e o espaço liberado até então. O trabalho restante para. O material que já saiu não volta por causa do botão.
Há ainda uma regra para envios que ficam pela metade. Com a coleta automática habilitada, uploads de imagens que não terminam em 24 horas passam a ser tratados como parciais. Suas camadas ficam elegíveis para coleta. O critério não estabelece um instante exato de remoção nem aplica uma validade de um dia a todas as imagens concluídas.
A diferença importa para a documentação de uma entrega. Iniciar um upload e ter uma versão disponível são acontecimentos distintos. Um registro interno que confunde os dois pode parecer completo até que alguém precise buscar o conteúdo.
Quem continua pagando por essa versão?
O registro primário da RIPE NCC confirma a identidade DigitalOcean, LLC. As regras de armazenamento, limpeza e preço examinadas aqui vêm dos documentos da própria DigitalOcean. Para quantificar desperdício ou benefício de um cliente específico, faltam suas referências por digest, motivos de retenção e medições de ocupação antes e depois da coleta.
A decisão que já pode ser tomada é organizacional: dar um dono à história que se conserva. Uma versão necessária à recuperação merece ser identificada dessa maneira; uma versão aprovada para descarte precisa seguir o caminho até a efetiva liberação de espaço.
Um depósito saudável pode conter software antigo. O que ele dispensa é uma coleção de hóspedes cujo aluguel ninguém reconhece. A etiqueta é útil para encontrar a mala. Arrancá-la não resolve quem quer continuar guardando a bagagem.
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