Resumo

  • A carta britânica para infraestrutura crítica divide compromissos entre prestadoras, operadoras de rede e responsáveis pelos ativos, mas deixa parte da identificação das linhas com quem as utiliza.
  • Assinar a carta não comprova continuidade: antes de desligar o cobre, são necessários inventários de circuitos, equipamentos testados, limites de energia e registros de escalonamento.

Uma linha telefônica comum pode alimentar um alarme de bomba, um discador de controle ou um sistema predial cujo responsável está separado da operadora por vários contratos. A migração britânica do PSTN e do ISDN analógicos para serviços digitais põe essas dependências menos visíveis à prova. A pergunta levantada pela carta atualizada de infraestrutura nacional crítica (CNI) é direta: quem consegue demonstrar que um serviço essencial específico continuará funcionando após a troca da linha?

Atualizada em 13 de outubro, a carta pede que as prestadoras identifiquem clientes CNI com quem mantêm relação direta, aceitem a autodeclaração e localizem circuitos CNI quando possível. Elas devem oferecer um contato dedicado, ajudar a mapear o uso das redes antigas, apoiar testes com fabricantes e buscar alternativas. Antes de uma migração sem consentimento, devem esgotar as tentativas de diálogo, inclusive em níveis executivos. Se o cliente não responder, a prestadora deve avisar o Department for Science, Innovation and Technology (DSIT) e dar tempo para o escalonamento dentro do governo. O DSIT diz que definirá um processo com prazos claros. São compromissos voluntários; a página não informa quantos circuitos já foram encontrados nem quantos equipamentos passaram nos testes. Carta CNI

O escopo é mais restrito do que a expressão “infraestrutura crítica” pode sugerir. A carta se aplica especificamente a ativos e serviços PSTN ou ISDN cuja perda de conectividade possa causar morte ou ferimentos, incluindo funções em defesa, saúde, transporte, água e eletricidade. O governo incentiva a extensão dos princípios a todos os ativos que atendam à definição oficial de CNI, mas não pretende publicar uma lista exaustiva. Uma linha telefônica rotineira em um hospital não é automaticamente crítica; e um serviço fora dos setores citados pode cumprir o critério de impacto.

O responsável pelo ativo deve dizer à prestadora quais usos considera críticos. A identificação, portanto, é compartilhada, e inventários incompletos constituem risco operacional, não apenas falha administrativa.

As obrigações também variam ao longo da cadeia. Prestadoras de comunicação aderem às seis cláusulas. Operadoras de rede e atacadistas, que podem não ter contato direto com o cliente final, assumem apenas as cláusulas três a cinco, sobre testes, aviso e escalonamento. Dispositivos e serviços que a prestadora não fornece ficam sob responsabilidade do gestor do ativo CNI e dos fabricantes e fornecedores. A ajuda para identificar um discador de alarme não prova que seu fabricante o testou na nova conexão nem que o sinal continua chegando à central receptora.

A energia é outra fronteira que precisa ficar documentada. Quando solicitado, o fornecedor deve explicar como a rede se comporta durante uma falta de energia e discutir melhorias. A carta atribui à prestadora a resiliência da rede e ao cliente CNI a alimentação dos dispositivos de que depende. Assim, o núcleo da rede pode permanecer ativo enquanto um modem, gateway ou equipamento local desliga e silencia um alarme. A evidência relevante é um teste de ponta a ponta nas condições de energia esperadas, incluindo produto de transição, limite da bateria e procedimento de recuperação. A afirmação genérica de que “a rede é resiliente” não basta.

O prazo está ficando curto. O Parlamento informou que 3,6 milhões de linhas PSTN ainda operavam no fim de 2025, ante 6,5 milhões no ano anterior. O total nacional não revela quantos circuitos CNI restam. O cronograma do governo prevê a migração dos usuários PSTN da Openreach até 31 de janeiro de 2027 e o início de 108 fechamentos de centrais até 2030. Datas planejadas não comprovam prontidão local. Declaração parlamentar · Cronograma de modernização

Cada serviço crítico deveria ter um registro com responsável, prestadora, circuito, dependências a montante, função, alternativa acordada, teste de equipamento com critério de aprovação, limites de energia e resultado datado de qualquer escalonamento. A lista para migração sem consentimento e os protocolos finais de contato estabelecem salvaguardas, mas não substituem um resultado por serviço. Lista de migração · Protocolo para prestadoras · Protocolo para operadoras e atacadistas A carta mais ampla para modernização da rede fixa prevê compromissos de aviso e comunicação, mas não publica resultados de testes de circuitos de CNI. Carta de modernização das telecomunicações fixas