Resumo
- A revisão 01 do TREB permite que nós BPv7 participantes registrem o próximo nó escolhido, tempos locais e características do enlace, devolvendo essas informações em relatórios de estado.
- O registro nasce quando o bundle entra na fila, antes de qualquer prova de transmissão ou recepção; o nó pode recusar participação, ocultar campos, substituir a anotação anterior ou não emitir relatório.
- Como o bloco muda ao longo do percurso, a proteção é salto a salto; o rascunho trata hop-records como diagnóstico e proíbe seu uso em roteamento ou controle de acesso.
Um prontuário transportado pelo próprio objeto
O traceroute conhecido na Internet observa respostas à expiração sucessiva do limite de saltos. Em DTN, essa técnica não descreve bem um bundle que fica armazenado até um contato programado. O TREB escolhe uma solução interna: a trilha acompanha o objeto.
O nó de partida cria um traceroute-id. Cada participante acrescenta a própria identidade, o próximo nó selecionado, o instante de enfileiramento, o início planejado de transmissão e uma visão local do enlace: tipo, taxa nominal, distância estimada, camada de convergência e volume enfileirado diante da capacidade do próximo contato. Uma entrega ou exclusão marca a virada; o relatório de volta pode registrar ainda seu próprio caminho.
Há ganho operacional. Um relatório comum do BPv7 identifica o nó que reporta, mas não carrega todo esse contexto. A cópia TREB de um único relatório de entrega pode trazer a cadeia de ida e a sequência de retorno.
O documento, porém, ainda é uma proposta individual. A revisão 01 foi publicada em 28 de setembro de 2026, expira em 1º de abril de 2027 e busca o status Experimental. Pedir um tipo de bloco à IANA não equivale a obtê-lo. Nenhuma implementação ou medição está listada.
A fila registra intenção, não travessia
O hop-record de encaminhamento é criado depois que o nó escolhe o próximo salto e coloca o bundle na fila. Ele não prova que o transmissor operou, que a janela de contato ocorreu, que o vizinho recebeu os dados ou que a aplicação final os processou.
Se uma tentativa falhar ou o próximo nó mudar, a anotação antiga é substituída. O bundle transmitido leva a decisão local mais recente, não um histórico imutável de tentativas. radiate-time também é uma previsão, não atualizada quando a emissão realmente começa.
event-time pertence ao relógio local. O BPv7 não exige sincronização entre nós, portanto diferenças entre marcas não formam automaticamente uma medida de atraso. O intervalo até o registro seguinte mistura transmissão e propagação, separação que o rascunho deixa fora de escopo.
O valor zero merece disciplina. Em tempos, velocidade, distância, convergência e congestionamento, pode significar desconhecido, inaplicável ou ocultado. O que parece uma tabela objetiva contém escolhas de divulgação.
Um espaço vazio não aponta o culpado
Qualquer intermediário pode se tornar transparente ao TREB por política, confiança, sigilo de topologia ou falta de recursos. Ele encaminha o bloco sem alterá-lo. Quando next-node-id não se liga ao self-node-id seguinte, sabe-se que existe ao menos um salto transparente, mas não se obtém automaticamente a lista completa.
O Hop Count Block ajuda se todos o atualizarem corretamente. A diferença entre sua contagem e os registros visíveis indica quantos saltos ficaram transparentes. Já record-limit apenas contém o tamanho; não evita loops. Quando a lista enche, o bundle continua e registros posteriores podem reaparecer como overflow.
O pedido de relatório também não é obrigação. Sob o BPv7, o agente mantém discricionariedade. Um relatório ausente pode nunca ter sido criado, ter sido omitido por política ou ter se perdido no retorno. Quando o prazo local expira, a origem conclui a reconstrução e ignora peças tardias, embora bundles ainda possam estar em trânsito.
Silêncio significa somente que nenhuma nova evidência chegou antes do prazo. Não demonstra perda no último nó visível.
A volta é uma segunda viagem
Em relatórios de entrega ou exclusão, os registros anteriores ao ponto de virada descrevem o bundle rastreado; os posteriores descrevem o bundle do relatório. Os caminhos podem ser diferentes. Transparência e limite cheio também podem cortar a visibilidade da volta.
Relatórios de encaminhamento levam apenas o registro de seu emissor e uma posição, sem receber novas entradas no retorno. A origem monta o quadro com traceroute-id, identidade do bundle, posição e encadeamento. Se houve replicação, uma posição pode gerar várias ramificações.
Uma lista ordenada parece conclusiva. Ainda assim, cada linha foi escrita pelo nó que ela descreve, sob sua política local, e a origem escolheu como reconstruí-la. Consistência narrativa não cria neutralidade.
A integridade acompanha a mutação
O TREB revela identidade, topologia, tempo, capacidade e congestão. Ao mesmo tempo, o bloco de ida e a cópia de entrega ou exclusão mudam a cada participante. Não há como manter integridade ou sigilo ponta a ponta sobre bytes que precisam ser alterados. BIB e BCB só conseguem proteger de um nó encaminhador até o próximo.
Um relatório de encaminhamento imutável pode receber proteção do nó que o criou. Isso fortalece a origem de uma declaração, não atesta todo o percurso. O texto é explícito: hop-records não têm autenticação ponta a ponta, servem apenas ao diagnóstico e não devem decidir rotas ou acesso.
O report-to EID tampouco comprova sozinho a identidade do solicitante. Uma sonda forjada pode direcionar relatórios ampliados a terceiros. Limites de registros, controle de taxa, autorização e omissão de cópias suspeitas diminuem a amplificação, sem eliminar a fronteira de confiança.
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