Resumo
- A revisão 14 de
draft-ietf-ippm-stamp-ext-hdracrescenta a seção 3.3: o plano de dados no nó de saída deve fornecer ao Session-Reflector os cabeçalhos IP e de extensão IPv6 recebidos. Numa medição de ida e volta, o plano de dados do nó de entrada deve fornecer os cabeçalhos da resposta ao Session-Sender. - Trata-se de Internet-Draft, não de RFC nem de confirmação de implantação. A seleção por comprimento e prefixo e o retorno com a indicação C já tinham base na revisão 13; o fato novo é a obrigação explícita de entregar dados entre funções locais.
Imagine um painel registrando a chegada de todas as sondas, enquanto o refletor devolve informações incompletas. Antes de atribuir a diferença à rota, é preciso perguntar se a função que mediu recebeu os mesmos cabeçalhos que o encaminhamento processou. A camada de rede e o processo STAMP podem estar no mesmo equipamento sem compartilhar automaticamente a mesma visão do pacote. Essa fronteira é o centro da atualização publicada em 18 de setembro.
Na nova seção 3.3, o plano de dados de saída, ao processar um teste enviado pelo Session-Sender, deve colocar à disposição do Session-Reflector os cabeçalhos IP e as extensões IPv6 que chegaram. Para medição bidirecional há outra obrigação no retorno: no nó de entrada, o plano de dados precisa entregar ao Session-Sender os cabeçalhos recebidos do pacote do refletor. O texto define uma condição para futuras implementações conformes. Não mostra que algum fabricante a descumpriu, nem que a capacidade já esteja presente em produção.
Uma solicitação de reflexão não é uma coleta indiscriminada. Quando o campo solicitado é diferente de zero, devem coincidir o comprimento e os oito primeiros octetos da extensão IPv6, ou os quatro primeiros octetos de um cabeçalho IP fixo. Com solicitação zero, escolhe-se o primeiro cabeçalho de comprimento correspondente. Se nada corresponder, o TLV retorna com a marca de conformidade C. A revisão 14 reuniu e tornou mais diretas essas regras; a versão 13 já trazia o essencial nas definições dos campos, incluindo o caso em que o refletor não consegue acessar os cabeçalhos recebidos. A diferença não é uma nova espécie de sinal de erro.
Também não se deve inflar o significado de um êxito. O TLV refletido descreve o cabeçalho escolhido a partir do que foi disponibilizado ao processo; não certifica todos os cabeçalhos do percurso nem a sobrevivência de cada dado IOAM nos pontos intermediários. Um C=1, por sua vez, não separa sozinho pedido sem correspondência, falta de acesso local e outras restrições. A cobertura anterior da BTW sobre limites de MTU, taxa e volume sob o mesmo sinal tinha outro objeto: aqui interessa a passagem de informações do encaminhamento à medição.
O texto novo explicita ainda que o pacote completo, incluindo IP, UDP, STAMP e TLVs, deve caber na MTU do caminho. Já existia salvaguarda de tamanho na versão precedente. Segundo o Datatracker, a proposta segue ativa em AD Evaluation e foi submetida ao IESG; decisão final, interoperabilidade e adoção em redes reais continuam questões em aberto.
Fontes
- https://datatracker.ietf.org/doc/draft-ietf-ippm-stamp-ext-hdr/
- https://www.ietf.org/archive/id/draft-ietf-ippm-stamp-ext-hdr-13.txt
- https://www.ietf.org/archive/id/draft-ietf-ippm-stamp-ext-hdr-14.txt
- https://datatracker.ietf.org/doc/draft-ietf-ippm-asymmetrical-pkts/
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc8762
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc8972
Briefing para membros
Contexto aprofundado do perfil
Faça login com o nível de assinatura correto para desbloquear o briefing completo e as notas das fontes.
Apenas para Strategic Circle
Strategic Circle
Aberto a todos os leitores. Desbloqueie Briefings de perfil após se inscrever e fazer login.
Junte-se ao Strategic CircleSomente para Leadership Alliance
Leadership Alliance
Para proprietários e gestores qualificados de ativos de PI; faça login para desbloquear os briefings da Leadership Alliance.
Junte-se ao Leadership Alliance

