Resumo
- A RFC 10066 define como o PCEP carrega vários caminhos em um LSP, inclusive listas de segmentos com pesos opcionais.
- O PCE não pode devolver mais caminhos de ida do que o menor limite efetivo entre sua capacidade de cálculo e a capacidade de instalação anunciada pelo PCC.
Traçar mais uma linha no painel do controlador custa pouco. Guardá-la no roteador, escolher fluxos para ela e lidar com falhas custa estado e operação. A RFC 10066, publicada em outubro como Proposed Standard da IETF, acrescenta ao PCEP aquilo que faltava: várias rotas no mesmo caminho candidato de uma política Segment Routing. A sinalização anterior tratava apenas uma lista de segmentos por candidato.
Um objeto PATH-ATTRIB identifica cada caminho. Um peso opcional determina a participação relativa pretendida dos fluxos; sem ele, o valor é um. Um peso zero permite esvaziar uma lista sem apagar suas instruções. Se todos forem zero, o candidato é inválido. Peso três contra um descreve uma intenção de distribuição, não demonstra que 75% dos bytes passaram pelo primeiro caminho.
O controle de capacidade usa MULTIPATH-CAP. O PCE declara quantos caminhos de ida pode calcular, e o PCC, em geral o nó de entrada, quantos consegue instalar. Os pares negociam o recurso na sessão; depois, um LSP específico pode ter seu próprio valor. Vale o menor dos dois limites efetivos. Zero significa sem limite. A seção de segurança aconselha um teto diferente de zero, porque um controlador defeituoso ou comprometido pode multiplicar o estado exigido do roteador.
Quando o PCC recebe mais caminhos do que anunciou, devolve PCErr tipo 19, valor 36. PATH-ATTRIB sem negociação multipath provoca tipo 10, valor 45. Há uma exceção reveladora: um relatório PCRpt sobre caminhos já presentes deve ser aceito pelo PCE mesmo quando ultrapassa sua capacidade de cálculo. A realidade instalada não pode desaparecer só porque o controlador não a teria calculado.
A RFC aponta o custo operacional: mensagens maiores, mais estado por LSP, caminhos com MTU e latência diferentes e redistribuição de fluxos quando os pesos mudam. Isso pode perturbar o controle de congestionamento e a descoberta do MTU. O operador precisa enxergar capacidade negociada, IDs, pesos, associações de sentido contrário e erros. A especificação ainda não traz uma contagem de implantações nem um ganho de desempenho medido; o próximo dado útil é um registro desses estados durante uma operação sob carga.
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