Resumo

  • A OpenCAPIF 5.0.0 permite que funções centrais CAPIF separadas compartilhem APIs de serviço entre domínios.
  • O caminho passa por identificação do par, TLS mútuo, autorização do fornecedor e regras de visibilidade para cada invocador.

A porta do vizinho de API apareceu. A Release 5 chegou com uma prancheta para anotar quem entra.

A ETSI anunciou a OpenCAPIF 5.0.0 em 26 de outubro. A grande mudança é a interconexão CAPIF: implantações separadas passam a descobrir e publicar APIs de serviço entre organizações. Um invocador ligado a uma função central CAPIF (CCF) pode acessar uma API oferecida atrás de outra CCF. Para isso, o software precisa saber quem está do outro lado e quais serviços o fornecedor aceita compartilhar.

O administrador da CCF local inicia a conexão. A CCF-A procura a CCF-B com TLS mútuo e envia sua identidade, domínio, informações da autoridade certificadora e chave pública. A CCF-B registra o par e devolve a própria identidade. Depois, os dois lados sincronizam as APIs elegíveis. Primeiro vem a identificação; a lista de serviços entra em seguida.

O fornecedor controla o que viaja. A API precisa ter isShareable = true, indicar em capifProvDoms os domínios autorizados e passar pelas verificações de origem e caminho de publicação. A API não pode ter sido recebida daquele mesmo par, nem circular de volta por uma rota que já o contém. A cópia enviada é marcada como não compartilhável, para não iniciar uma excursão de retorno.

Open Discover trata da pergunta que deveria vir antes do cadastro: a API, a versão ou o endpoint que procuro estão disponíveis aqui? Com um token válido do Register Service, o invocador consulta a oferta antes de concluir o onboarding. É uma checagem simples que evita preencher a papelada para um serviço que não está na prateleira.

O Visibility Control decide quem vê essa prateleira. Fornecedores e administradores podem definir seletores por provedor, API ou API Exposing Function (AEF), criar exceções para invocadores, escolher um padrão de permitir ou negar, ativar regras e limitar sua validade. O Discover Service aplica as regras ativas a cada consulta. Um catálogo pode responder de forma diferente conforme quem perguntou.

Outro ajuste permite nomes iguais de API quando publicados por AEFs diferentes. A mesma AEF continua impedida de publicar um duplicado. O nome vale junto do componente que expõe o serviço, sem sequestrar o catálogo inteiro.

A 3GPP introduziu a interconexão CAPIF na Release 16 e define os pontos CAPIF-6/6e e os procedimentos de segurança. As especificações deixam detalhes de implementação em aberto; a OpenCAPIF apresenta seu fluxo como uma proposta do grupo SDG dentro da arquitetura 3GPP. A Release 5 mostra essa proposta em operação: troca de identidade, filtros de compartilhamento, sincronização e regras de descoberta.

São 31 novos testes: 11 para interconexão, 12 para visibilidade, seis para Open Discover e dois para nomes repetidos entre AEFs. A divisão mostra onde houve trabalho de engenharia. Para quem opera a rede, o registro mais útil acompanha cada API: sua origem, os domínios autorizados, quem a descobriu e se as cópias foram removidas no encerramento da relação.

Sources