A ministra Faeser enfatiza que os ataques visam abalar a confiança democrática, além de atingir entidades específicas. A Alemanha e seus aliados se comprometem a combater e dissuadir a ciberagressão russa com uma série de medidas. A República Tcheca relata entidades afetadas pela campanha russa em meio a preocupações com as eleições e o conflito na Ucrânia. A Grã-Bretanha acusa a Rússia de minar os processos democráticos sem dar detalhes. A Alemanha acusou a Rússia de ciberataques contra suas empresas de defesa e aeroespacial, o partido no poder e outros alvos em outros países, advertindo consequências não especificadas.
A embaixada da Rússia em Berlim rejeitou as acusações, que foram endossadas pela República Tcheca, pela OTAN e pelo Departamento de Estado dos EUA. A OTAN afirmou que a campanha visava órgãos governamentais, operadores de infraestrutura crítica e outras entidades na Lituânia, Polônia, Eslováquia e Suécia. Resposta do governo alemão: protesto diplomático A Alemanha convoca o enviado russo para protestar contra uma campanha que teria sido lançada há dois anos por um grupo ligado à agência de inteligência militar russa GRU.
Os ataques visaram os social-democratas (SPD) no poder na Alemanha, bem como empresas dos setores de logística, defesa, aeroespacial e tecnologia da informação, conforme informou o Ministério do Interior. A ministra alemã do Interior, Nancy Faeser, enfatiza o objetivo mais amplo dos ataques: abalar a confiança na democracia, além de visar partidos ou políticos específicos. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirma que a Alemanha e seus parceiros não tolerarão esses ataques e estão prontos para recorrer a uma série de medidas para contrariar o comportamento agressivo da Rússia no ciberespaço.
Leia também: China acusada pelo Reino Unido e Estados Unidos de múltiplos ciberataques 'maliciosos' Impacto da cibercampanha além da Alemanha A República Tcheca relata que entidades não nomeadas em seu território foram afetadas pela campanha russa desde 2023, em meio a preocupações com as próximas eleições europeias e nacionais e o conflito em curso na Ucrânia. A Grã-Bretanha acusa a Rússia de minar os processos democráticos sem fornecer mais detalhes sobre as alegações específicas.
Detalhes técnicos e colaboração internacional O Ministério do Interior em Berlim revela que um grupo conhecido como 'Fancy Bear', ou APT28, operando sob a égide do GRU, explorou uma vulnerabilidade de contexto anteriormente documentada publicamente no Microsoft Outlook por um longo período para comprometer contas de e-mail. Leia também: MGM Resorts atingido por ciberataque, Caesars também visado Uma operação internacional liderada pelo FBI dos EUA em janeiro conseguiu impedir com sucesso o uso indevido de dispositivos comprometidos para fins de espionagem cibernética em todo o mundo.
Um porta-voz alemão da Microsoft chama a atenção para uma postagem de blog indicando que um ator russo usa uma ferramenta chamada 'Goose Egg' desde abril de 2019 para roubar credenciais. Contexto histórico e alegações de ciberataques Especialistas em hackers observam que o APT28, principalmente envolvido em ciberespionagem, está ativo em todo o mundo desde pelo menos 2004. Ameaça: a agência de inteligência interna alemã identifica o APT28 como um dos atores cibernéticos mais ativos e perigosos do mundo.
Agências de inteligência dos EUA já alertaram anteriormente sobre as formidáveis capacidades cibernéticas de atores controlados pelo GRU, atribuindo ao Fancy Bear incidentes de hacking, como a violação das contas de e-mail da equipe de Hillary Clinton antes da eleição de 2016 e o roubo de informações médicas de atletas olímpicos dos EUA em 2016.

