Resumo

  • O Grupo de Trabalho de Privacidade do W3C publicou uma Working Draft de Global Privacy Control em 24 de setembro de 2026. A versão anterior é de 17 de setembro; esta publicação não é a primeira proposta nem uma Recomendação final.
  • A preferência do usuário pode aparecer em Sec-GPC: 1 e na propriedade do navegador, enquanto /.well-known/gpc.json é uma declaração facultativa de apoio do domínio.
  • A declaração não relata se a solicitação de um visitante específico foi atendida. Recebimento, intenção pública e tratamento efetivo precisam de verificações distintas.

Imagine o usuário ativando GPC depois que uma aba já terminou de carregar. A interface mostra a nova escolha, mas aquela navegação conserva o valor anterior. A minuta manda guardar a preferência por navegação de nível superior; uma alteração só se reflete na próxima. Ela também recomenda avisar sobre abas inconsistentes e oferecer recarga. Antes de perguntar como um site respondeu, portanto, é preciso saber qual valor chegou a ele e quando.

O mecanismo foi desenhado para expressar a solicitação de não vender nem compartilhar informações pessoais com terceiros ou utilizá-las em publicidade direcionada entre contextos. Se o valor armazenado no início da navegação for verdadeiro, o agente de usuário envia Sec-GPC: 1; caso contrário, não envia o cabeçalho. navigator.globalPrivacyControl espelha o estado armazenado. É um modo de transportar uma vontade, não um monitor de cumprimento distribuído pelo navegador.

O segundo registro é controlado pela origem. Ela pode oferecer /.well-known/gpc.json, com gpc: true para indicar a intenção de observar solicitações ao menos onde houver obrigação legal e lastUpdate para datar a declaração. O próprio texto ressalta que esse recurso não se destina a informar se aquela origem respeitou o pedido feito pelo agente que acessou o arquivo. O apoio é desconhecido por padrão. Um arquivo ausente não é prova automática de infração; um arquivo presente não é atestado individual de conformidade.

Entre a mensagem recebida e a conduta efetiva há decisões: qual regra se aplica, que integração recebe dados, que uso é permitido e que mudança de configuração alterou a rota. Um operador poderia manter um registro verificável que associe o sinal recebido à decisão e aos fluxos posteriores relevantes, sem expor desnecessariamente a identidade da pessoa. Esta é uma proposta editorial de Daniel Kade, não um procedimento imposto pelo W3C. A minuta não apresenta auditoria de sites nomeados ou taxa de cumprimento.

O alcance do pedido tem limites. GPC não serve para exercer o direito de apagamento, nem para impedir toda publicidade ou o uso de dados dentro de um mesmo contexto. Os efeitos legais dependem da legislação aplicável, da localização do indivíduo e de acordos específicos. Como Working Draft, o texto pode mudar e sua publicação não representa endosso do W3C e de seus membros. A utilidade de uma linguagem comum para pedir privacidade não elimina a obrigação de conferir o que o destinatário fez.

Fontes