Resumo

  • O RFC 9323 define uma lista assinada de hashes que permite ao titular de recursos atestar arquivos ou outros objetos digitais.
  • A RIPE NCC planejou suporte por API em 2024, marcou o trabalho como “em espera” no relatório anual e ainda o trata como condicional no plano do quarto trimestre de 2026.

O RSC tem padrão há quase quatro anos. A API que deveria aproximá-lo do trabalho diário ainda está esperando uma vaga na agenda.

Uma RPKI Signed Checklist reúne hashes de objetos digitais e recebe uma assinatura vinculada a determinados recursos de numeração da Internet. A validação confirma que o titular desses recursos produziu a lista. O RFC 9323 cita usos como conferir recursos numa integração Bring Your Own IP ou numa conexão física entre redes.

O RSC responde a uma pergunta direta: o titular desses recursos da Internet produziu esta lista de hashes? Numa integração BYOIP ou numa conexão física entre redes, o destinatário recebe uma prova verificável que pode incorporar às checagens da operação.

O padrão tampouco escolhe o transporte. Os RSCs não entram no repositório global do RPKI; o RFC deixa o canal para quem implementar. Um arquivo pode chegar por uma página web, e-mail assinado ou outra rota. Uma API pode simplificar criação e gestão, mas é uma entrada para o serviço, não o próprio padrão.

O histórico da RIPE NCC mostra a fila. O plano de atividades de 2024 propôs implementar RSC e BGPSec primeiro por API e depois integrá-los ao painel RPKI. No relatório anual de 2024, o compromisso aparece como “em espera”; RSC, BGPSec e ASPA estavam previstos para 2025.

No plano RPKI do quarto trimestre de 2026, o suporte a RSC por API continua “planejado”. A execução depende da capacidade da equipe e do avanço de dois outros itens: chaves de API com OpenID Connect e trabalho de conformidade, que inclui uma auditoria ISO 27001 para toda a organização e uma nova auditoria SOC 2 Tipo II. Uma interface no painel pode vir depois, se houver demanda. Não há trimestre de entrega nem atribuição do atraso a uma causa única.

A distância está entre um formato pronto e um serviço que caiba no fluxo de trabalho dos operadores. Os documentos públicos não contam quantos RSCs já circulam por outras ferramentas ou canais. Eles mostram que o relógio do RFC e o do serviço hospedado não estão sincronizados.

Quem prepara BYOIP ou interconexão pode manter explícitas as etapas de prova e verificação enquanto a API seguir “planejada”. Uma interface futura pode encurtar a troca. A assinatura continuará cobrindo recursos de Internet — e não a identidade comercial inteira da contraparte.

O RFC está escrito. Falta a agenda achar data, interface e horas de equipe.

Fontes