Resumo

  • A ARIN pretende equilibrar o orçamento em 2030; até lá, projeta resultados orçamentários negativos cobertos por investimentos.
  • O plano admite aumentos anuais de até 5% no Registration Services Plan, enquanto os investimentos de agosto de 2026 superavam em US$ 12,5 milhões a meta de reserva operacional.

A carteira tem dois trabalhos no mesmo roteiro: gerar rendimento e pagar a travessia. No relatório financeiro divulgado para a ARIN 58, o registro prevê orçamentos negativos nos próximos anos e fixa 2030 como meta para voltar ao equilíbrio. A proposta é administrar o crescimento das despesas, considerar reajustes anuais de até 5% nas tarifas do Registration Services Plan e financiar os déficits com investimentos.

Até agosto de 2026, a receita somava US$ 21,3 milhões e a despesa operacional, US$ 21,8 milhões: diferença negativa de US$ 0,5 milhão na operação. O relatório registra, em linha separada, US$ 1,9 milhão de renda de investimentos. Quem junta as duas cifras sem distinguir operação e carteira perde justamente o mecanismo da notícia.

Os investimentos totalizavam US$ 38,5 milhões. Desse montante, US$ 3,0 milhões estavam no fundo de investimento operacional e US$ 35,5 milhões no fundo de longo prazo. A meta de reserva operacional de 2026 era US$ 26,0 milhões, equivalente a nove meses de despesas operacionais anuais; a folga declarada era US$ 12,5 milhões. Durante 2026, a ARIN transferiu US$ 2,4 milhões do fundo de longo prazo para o operacional.

O relatório põe tarifas e capital acumulado na mesma planilha, mas não traz uma tabela anual que distribua até 2030 o peso exato de cada um. As decisões orçamentárias seguintes dirão quanto da ponte será pago pelos clientes e quanto sairá da carteira.