• A GMO escolheu Ishikari para expandir sua nuvem de GPU, citando o acesso à energia renovável e as vantagens para a continuidade dos negócios
  • A capacidade elétrica da instalação, a data de entrada em operação e o fornecimento de eletricidade ainda não foram divulgados

O fato

GMO Internet escolheu Ishikari Bay New Port, em Hokkaido, para sua próxima instalação de nuvem de GPU. A empresa também passou a integrar o Ishikari Data Center Consortium, que reúne operadores de data centers, fornecedores de energia e comunicações e o governo local para coordenar a infraestrutura na região.

A GMO afirmou que o acesso à energia renovável e as vantagens da localização para a continuidade dos negócios estiveram entre os motivos para escolher Ishikari. A nova instalação tem como objetivo ampliar os recursos computacionais que sustentam o GMO GPU Cloud, embora a empresa ainda não tenha informado quanta capacidade adicionará, quanto investirá nem quando a instalação entrará em operação.

O consórcio ajuda a contextualizar essa decisão. Ele foi criado antes da entrada da GMO, com a Sakura Internet entre seus membros fundadores. A Sakura, que opera um data center em Ishikari desde 2011, afirmou que o grupo trabalhará em infraestrutura compartilhada, preparação para desastres, desenvolvimento de competências e cooperação com a comunidade local.

A KCCS, outra integrante fundadora, também apontou a infraestrutura compartilhada de energia elétrica e comunicações e o maior uso de energia renovável como áreas de cooperação. No entanto, esses planos se aplicam ao polo mais amplo de data centers de Ishikari. A GMO não divulgou quanta capacidade elétrica assegurou para sua própria instalação nem se usará um modelo compartilhado de fornecimento de eletricidade.

A avaliação

A escolha de Ishikari define onde a GMO pretende se expandir, mas ainda não como a nova capacidade de GPU será disponibilizada. Uma instalação de computação de grande porte precisa de fornecimento confiável de eletricidade e conexões de rede antes que os servidores possam ser instalados e comercializados como serviço. O consórcio pode facilitar o planejamento conjunto dessas necessidades pelas empresas da região, mas a GMO ainda precisa definir seus próprios arranjos.

Isso se torna importante caso parte da infraestrutura seja compartilhada. Uma nova conexão elétrica ou rota de fibra pode atender a vários operadores, mas as empresas ainda precisam decidir quem pagará pela infraestrutura, quem a construirá e quando ela estará pronta. Se um projeto compartilhado atrasar, mais de um empreendimento de data center poderá ser afetado.

Com a energia renovável, ocorre o mesmo. Ishikari pode ter acesso à geração de energia renovável, mas isso não informa aos clientes qual parcela dessa energia abastecerá a instalação da GMO. Um acordo específico de fornecimento de eletricidade ofereceria uma visão muito mais clara do que a empresa realmente pode prometer.

Para os leitores da BTW, os próximos detalhes úteis são claros: qual será o porte da instalação, quando ela entrará em operação, de onde virá sua eletricidade e como será conectada à rede. Esses compromissos mostrarão se as vantagens que a GMO vê em Ishikari podem ser convertidas em capacidade de GPU que os clientes realmente possam usar.

O que acompanhar

Acompanhe a eventual divulgação, pela GMO, da capacidade elétrica da instalação, do cronograma de entrada em operação e do plano de rede. Um acordo de fornecimento de eletricidade ou o anúncio de um projeto específico de infraestrutura compartilhada também mostraria como as discussões do consórcio estão se transformando na infraestrutura necessária para a nova instalação de nuvem de GPU.