Summary

  • O relatório do GAO de julho de 2026 sobre o Technology Modernization Fund (TMF) mostra 24 projetos com cerca de US$ 1,06 bilhão em economia prevista nos dados de junho de 2025. Veteran Identity Modernization, da VA, entra na figura com US$ 210,36 milhões.
  • Uma nota registra a revisão enviada pela VA em junho de 2026: US$ 35 milhões previstos para os exercícios fiscais de 2025 a 2028. A agência atribuiu a queda a licenças de verificação de identidade mantidas e pagas, apesar de terem ficado fora da estimativa anterior.
  • A página oficial do TMF consultada em 3 de novembro de 2026 classifica o projeto como inativo, com transferência integral do investimento e 67% do reembolso esperado. Execução do projeto, devolução ao fundo e economia efetiva são registros diferentes; a previsão precisa de histórico de versões.

O número antigo tem um rodapé novo

Um gráfico de economia futura é uma ótima ferramenta de política pública. Ele transforma dezenas de projetos de modernização numa barra e permite anunciar o tamanho da oportunidade em uma frase. O GAO publicou em 23 de julho de 2026 uma figura assim: nos dados de junho de 2025, 24 investimentos do TMF esperavam economizar cerca de US$ 1,06 bilhão. Três deles respondiam por aproximadamente US$ 849,3 milhões, perto de 80% do total. O projeto de rede do Department of Agriculture liderava com US$ 578,76 milhões; Veteran Identity Modernization, da VA, aparecia com US$ 210,36 milhões; a modernização de aposentadorias do Office of Personnel Management vinha com US$ 60,2 milhões.

Logo abaixo da figura, outra data altera a leitura. Ao responder à minuta em junho de 2026, funcionários da VA informaram que agora esperavam US$ 35 milhões de economia no projeto de identidade durante os exercícios 2025–2028. O motivo foi concreto: a agência reteve licenças de verificação de identidade e continuou pagando por elas. O custo não tinha entrado na projeção anterior. O GAO preservou o retrato de junho de 2025 e documentou a mudança posterior na nota. A honestidade da nota não impede a força visual da barra; por isso, as duas precisam circular ligadas.

Os valores não formam duas medições da mesma data. A barra pertence à série histórica de junho de 2025; a nova previsão foi comunicada em 2026 e identifica seu horizonte fiscal. Trocar mecanicamente US$ 210,36 milhões por US$ 35 milhões dentro do total de 24 projetos criaria um agregado sem atualização comparável das demais estimativas. O controle público deve preservar a versão usada em cada soma e mostrar a revisão onde o projeto é consultado.

A tela mudou; a licença continuou na conta

O projeto tinha uma finalidade que vai além de economizar. A página oficial do TMF relata que a VA desativou usuário e senha do My HealtheVet em março de 2025 e retirou o suporte ao DS Logon para seus serviços em novembro de 2025. Os veteranos passaram de quatro caminhos de entrada para duas opções modernas. É uma mudança concreta na experiência e na segurança do acesso.

A conta de licença teve outra trajetória. A VA explicou ao auditor que os contratos de verificação de identidade continuaram gerando despesa. A aposentadoria de uma credencial antiga e a manutenção de uma obrigação com fornecedores podem ocorrer ao mesmo tempo. Uma economia prevista depende de saber exatamente qual gasto vai desaparecer e quando. Aqui, a hipótese sobre o custo que seria eliminado mudou; a previsão de caixa precisou mudar junto.

Em 3 de novembro de 2026, a ficha do TMF marcava o projeto como «Inactive», 100% do investimento transferido, 67% de reembolso, sem atraso geral de calendário ou estouro de custo comunicado. O investimento total mostrado era US$ 10.534.628. Transferência e reembolso descrevem a relação financeira entre fundo e agência. A página não exibe uma série atualizada de economia efetivamente obtida pela VA. O cidadão consegue ver que o projeto avançou administrativamente, mas precisa de outro registro para seguir a promessa de poupança.

O bilhão do portfólio ainda está no calendário

O próprio relatório do GAO impede julgamentos apressados sobre o fundo inteiro. Nos dados de junho de 2025, o conselho havia investido cerca de US$ 1,03 bilhão em 68 projetos não classificados. Vinte e quatro esperavam economias; 37 buscavam outros resultados, como reduzir riscos de segurança e melhorar serviços; sete haviam sido cancelados antes daquele corte e já não previam economia. Onze dos 24 projetos com previsão tinham realizado juntos cerca de US$ 13,5 milhões, enquanto treze ainda não tinham começado a gerar economia.

Parte grande da diferença era programada no tempo. Vinte e um projetos, responsáveis por cerca de US$ 1,04 bilhão do total esperado, previam concluir suas economias em 2027 ou mais tarde. Doze deles apontavam 2030 ou depois. O valor já realizado em junho de 2025 mostra uma fase inicial da carteira. A revisão da VA trata de outra coisa: uma premissa de custo caiu porque a licença continuou no orçamento. Misturar as duas situações transformaria uma análise de projeto em um placar enganoso.

O GAO também testou seis projetos concluídos que tinham pelo menos um exercício fiscal completo para gerar economia. Dois haviam atingido ou estavam no rumo da meta segundo a margem de 10% usada na auditoria. Quatro ficaram aquém ou perderam o rumo. Gestores citaram redução de funcionalidades planejadas e custos de migração superiores aos estimados em alguns deles. A amostra é pequena, mas indica que revisar hipóteses durante a execução deve ser parte normal da governança do TMF.

Onde a revisão deve aparecer

As agências propõem projetos e economias; o conselho do TMF, GSA e OMB participam da decisão e administração; o GAO confronta as provas para o Congresso. Essa sequência produz muitos lugares para um número morar. A projeção inicial entra numa tabela. A descoberta posterior chega em comentário à minuta. O sistema público de projetos mostra status e fluxos. Falta uma linha que una os três.

Um histórico curto resolveria: previsão original e data; previsão revisada e período; premissa de custo alterada; economia realizada; versão incorporada a cada total de carteira. Para a VA, o registro preservaria os US$ 210,36 milhões da série de junho de 2025 e acrescentaria os US$ 35 milhões informados em junho de 2026 para 2025–2028, com as licenças mantidas como causa. Qualquer novo total do TMF exigiria então dados compatíveis dos outros projetos.

Uma atualização oficial que fizer essa conexão mudará a avaliação. O GAO já obteve a explicação mais importante da VA. A decisão restante é fazer a correção acompanhar o gráfico quando o número grande sai do relatório e entra no debate.

Fontes