• O backbone em fibra OPGW oferece capacidade recorde de 1,6 Tb/s em 16.000 milhas

• A fibra em linhas de transmissão de energia e o acesso a cabos submarinos posicionam a empresa como o pilar da conectividade de IA no Brasil


Os fatos

O operador de atacado brasileiroEletronetopera mais de 16.000 milhas de fibra óptica e 255 pontos de presença interconectados com os principais pontos de aterrissagem de cabos submarinos. A infraestrutura OPGW da empresa — fibra integrada nas linhas de transmissão de eletricidade — alcançou uma transmissão recorde de 1,6 Tb/s em um único comprimento de onda em parceria com a Ciena. A Eletronet planeja atingir 255 data centers de borda em todo o Brasil até o final de 2026, contra 170 atualmente, e expandir sua conectividade para os mercados vizinhos da América do Sul.

A análise

O modelo OPGW da Eletronet — passar a fibra ao longo das linhas de transmissão de eletricidade em vez de construir redes dedicadas — lhe confere uma vantagem de custo estrutural em um mercado onde a maioria dos concorrentes precisa instalar sua própria fibra. O marco de 1,6 Tb/s alcançado com a Ciena posiciona a rede para escalar o tráfego relacionado à IA, e não apenas para o crescimento clássico de largura de banda. Para os hyperscalers que se expandem na América do Sul, o acesso a uma infraestrutura de borda de baixa latência conectada aos pontos de aterrissagem de cabos submarinos é cada vez mais um pré-requisito.

A Eletronet se posiciona como a ponte de atacado entre a demanda global de computação de IA e o acesso ao mercado brasileiro.

O que observar

Resta saber se a vantagem OPGW da Eletronet atrairá clientes hyperscalers antes de seus rivais regionais, e se a expansão transfronteiriça na América do Sul se concretizará antes que os operadores de fibra concorrentes reproduzam o modelo de data center de borda.

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