Resumo
- RFC 9963 atribui três valores
*_legacypara que um servidor TLS 1.3 peça explicitamente RSASSA-PKCS1-v1_5 a um certificado de cliente incapaz de produzir uma assinatura RSASSA-PSS compatível. - A exceção é limitada a
CertificateVerifydo cliente: não vale paraCertificateVerifydo servidor, nem para certificados de servidor, e deveria ficar desabilitada por padrão.
RFC 9963, de David Benjamin e Andrei Popov, cuida de uma dificuldade precisa de migração. TLS 1.3 retirou RSASSA-PKCS1-v1_5 de CertificateVerify em favor de RSASSA-PSS. A RFC descreve que certos equipamentos criptográficos do lado cliente, incluindo alguns TPMs, podem não gerar uma assinatura PSS compatível. Assim, os extremos podem escolher TLS 1.3 e só encontrar a falha quando o servidor pede um certificado de cliente.
A resposta não é trazer o mecanismo antigo de volta ao uso comum. O documento define rsa_pkcs1_sha256_legacy, rsa_pkcs1_sha384_legacy e rsa_pkcs1_sha512_legacy. Esses valores existem apenas para assinaturas no CertificateVerify do cliente e não são definidos em outros contextos. Esse detalhe define a fronteira operacional: um código informa o que um extremo pode dizer numa mensagem determinada; o nome de um algoritmo não concede licença geral a cada participante TLS.
As regras de negociação mantêm a exceção delimitada. O cliente não deve anunciar esses valores na extensão signature_algorithms do ClientHello, nem aceitá-los em um CertificateVerify do servidor. Um servidor que deseja aceitar um cliente com chave exclusivamente legada pode enviá-los em CertificateRequest e aceitar um na resposta do cliente, mas não pode aceitar valor que não ofereceu. O cliente afetado pode negociar a via quando ela é oferecida. Se sua chave suporta PSS, não deveria escolher a alternativa legada, embora essa capacidade nem sempre seja prática de verificar. Implementações deveriam começar com os valores desativados.
O limite do servidor é igualmente explícito. O problema de migração descrito não se aplica às chaves de servidor. Os novos valores são proibidos em certificados de servidor e PSS continua obrigatório para servidores TLS 1.3 que usam RSA. A exceção tampouco afrouxa a implementação: RFC 8017 precisa ser seguida, com parâmetro NULL obrigatório e codificação DER válida; o servidor deve rejeitar assinaturas que não atendam a esses requisitos.
O conjunto de fontes permite uma conclusão menor e mais útil. Servidor e cliente podem negociar intencionalmente uma exceção identificada sob condições declaradas. Isso não mostra que determinado TPM, navegador, biblioteca, empresa ou servidor a tenha adotado; não certifica uma sessão nem prova um resultado geral de segurança. O perfil IETF liga David Benjamin ao RFC e seu site público oferece contexto profissional, não evidência sobre sistemas de terceiros.
O mérito do mecanismo está nessa contenção. A pressão de compatibilidade é concreta, mas a rota é explícita, direcional e revogável por padrão. Um operador pode registrar a necessidade do cliente, a oferta do servidor, o resultado negociado e o critério de saída. O código permanece uma ferramenta precisa de protocolo, e não um substituto para uma narrativa inteira de implantação.
Sources
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc9963.html
- https://datatracker.ietf.org/person/davidben%40google.com
- https://datatracker.ietf.org/meeting/100/materials/slides-100-tls-sessa-tls13-02
- https://davidben.net/
- https://heng.lu/running-code-primary-the-patch-needed-to-preserve-the-internet-original-design/
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