Resumo
- A LACNOG informa que mais de 110 profissionais participaram de oficinas realizadas na Costa Rica e na Colômbia entre junho e julho.
- O conteúdo reuniu DNS, DNSSEC, BGP, RPKI e interconexão; o balanço não apresenta métricas independentes de adoção, disponibilidade ou redução de incidentes.
Análise
Há uma diferença importante entre conhecer uma prática de segurança e conseguir aplicá-la sob as restrições de uma rede real. As oficinas relatadas pela LACNOG tentam ocupar esse intervalo. Em vez de separar a conversa sobre resolução de nomes, validação de rotas e peering, a programação os colocou no mesmo ambiente de laboratório e vinculou a atividade a organizações operacionais locais.
Segundo a LACNOG, as duas edições fazem parte de uma estratégia de quatro anos com LACNIC e ICANN para fortalecer NOGs na América Latina e no Caribe. A oficina da Costa Rica ocorreu em 23 e 24 de junho, na Universidad Fidélitas, em San José, com NIC Costa Rica e CRIX. A organização registra mais de 50 participantes. A edição colombiana foi realizada em 7 e 8 de julho no Hotel 101 Park House, em Bogotá, com NAP Colombia e NOG Colombia; a LACNOG informa a presença de mais de 60 profissionais de telecomunicações e tecnologia.
O programa descrito pela entidade teve foco em controles que se encontram na rotina de um operador. Foram citados DNS, DNSSEC, BGP, RPKI e interconexão. Na Costa Rica, o relato inclui atividades sobre DNS recursivo associadas ao KINDNS, o processo de desenvolvimento de políticas da LACNIC, peering e segurança de roteamento. Na Colômbia, inclui a discussão de incidentes de roteamento, do estado operacional de ISPs, de autoavaliação de segurança e de programas MANRS.
Essa abordagem pode melhorar a capacidade de os participantes identificarem dependências entre registros, filtros, resolvers e relações de troca de tráfego. Mas não é possível medir esse efeito a partir da publicação. Não há série antes-e-depois sobre validade de RPKI, implantação de DNSSEC, rotas problemáticas ou crescimento de tráfego de peering. As contagens de participantes e a descrição dos ecossistemas nacionais são informações atribuídas à LACNOG, sem confirmação independente apresentada no texto.
A organização aponta Santiago de los Caballeros, na República Dominicana, como a próxima etapa. A repetição do modelo em comunidades diferentes será o teste mais útil: capacitação regional só se torna capacidade operacional quando as práticas retornam às redes de cada participante.


