•A GSMA Intelligence registra 132 operadoras em todo o mundo que oferecem serviços de satélite
•As operadoras competem na integração de redes de satélite e terrestres, buscando preservar os relacionamentos com os clientes
A Constatação
Um novo relatório da GSMA Intelligence estima que 132 operadoras de telefonia móvel em todo o mundo agora oferecem serviços de satélite, enquanto as redes não terrestres estão prestes a ser lançadas comercialmente. A conectividade por satélite está se tornando uma consideração estratégica para as operadoras, não mais apenas um serviço especializado para cobertura de áreas remotas.
As abordagens variam. Algumas operadoras firmam parcerias com provedores de serviços de satélite, enquanto outras investem em infraestrutura compartilhada ou desenvolvem modelos de rede híbridos. Nos EUA, AT&T, Verizon e T-Mobile anunciaram uma joint venture de satélite – um dos sinais mais claros de que as operadoras querem ter mais influência sobre a camada de satélite, em vez de depender de provedores externos.
A Análise
A conectividade por satélite está se tornando central na estratégia de telecomunicações. Para muitas operadoras, a questão não é mais se os serviços de satélite desempenham um papel, mas como integrá-los sem perder o controle sobre os relacionamentos com os clientes, a operação da rede ou as futuras decisões de investimento. Os serviços de satélite estão cada vez mais sendo avaliados ao lado da infraestrutura terrestre como parte de uma estratégia de rede mais ampla, em vez de tratados como uma ferramenta de cobertura separada.
Isso muda as bases da concorrência. As operadoras decidem se constroem infraestrutura de satélite, formam parcerias ou compartilham, de acordo com suas prioridades comerciais e planos de rede de longo prazo. O crescente interesse em modelos de hospedagem neutra sugere que muitas veem a colaboração como uma forma de fortalecer sua posição e, ao mesmo tempo, evitar a dependência de um único provedor de satélite.
Para os leitores do BTW, manter o controle estratégico se torna uma capacidade competitiva relevante. As operadoras que conseguem equilibrar investimentos terrestres e de satélite, preservando ao mesmo tempo a propriedade dos relacionamentos com os clientes, provavelmente estarão melhor posicionadas quando a conectividade híbrida se tornar mainstream. O controle sobre a camada de conectividade pode se mostrar tão valioso quanto o acesso à própria capacidade de satélite.
O que observar
É importante observar se mais operadoras adotarão modelos de hospedagem neutra para satélites ou expandirão parcerias diretas com fabricantes de dispositivos. Lançamentos comerciais, desenvolvimentos regulatórios para redes não terrestres e uma maior colaboração entre operadoras mostrarão a rapidez com que a conectividade por satélite será integrada à estratégia tradicional de telecomunicações.

