Resumo
- Highest-Preference e Lowest-Preference definem a ordem administrativa dos candidatos, partindo da suposição de que eles já podem assumir o papel.
- Elegibilidade, valor anunciado, DF eleito, programação de BUM/unicast, convergência e experiência do cliente são estados diferentes.
- Don't Preempt reduz uma segunda troca durante a recuperação, mas pode preservar como DF um PE que deixou de ser a preferência administrativa.
O segundo movimento é uma decisão
No RFC 7432, o DF envia tráfego BUM para o lado multihomed em All-Active e BUM mais unicast em Single-Active. O RFC 8584 trata eleição como descoberta, manutenção da lista de candidatos e cálculo após DF_WAIT. Ser escolhido atribui responsabilidade; não prova sua execução.
O RFC 9785 acrescenta Alg 2, Highest-Preference, e Alg 3, Lowest-Preference. Preference ocupa dois octetos, vai de 0 a 65535 e tem 32767 como padrão. O registro da IANA fixa os dois algoritmos e o bit D de Don't Preempt.
A limitação aparece no próprio requisito: o operador ordena candidatos supondo que todos estejam operationally ready. Portanto, prontidão é uma condição anterior ao número. A Preference não inspeciona Attachment Circuit, instalação de tabela, fila de saída nem entrega na aplicação.
A lista vem antes da preferência
Com AC-DF, um PE só entra como candidato quando suas rotas Ethernet A-D per ES e per EVI são recebidas. Esse passo de elegibilidade impede que uma preferência alta, isolada, autorize um PE sem a sinalização necessária. Ainda assim, a rota recebida não comprova que o data plane terminou de programar o caminho.
Os algoritmos também precisam ser iguais em todo o segmento. Se um PE anuncia Highest e outro Lowest, a operação cai para o algoritmo padrão do RFC 7432. Um inventário que guarda apenas o vencedor perde a explicação do resultado e pode atribuir a Preference uma eleição produzida pelo fallback.
Políticas locais podem variar Preference com largura de banda ou portas operacionais, mas a definição dessas políticas está fora do escopo do RFC 9785. O campo publica uma conclusão local; não audita o detector que a produziu.
Dois valores contam duas verdades
Considere PE3 como DF de maior Preference. Ele falha e PE2 assume. Quando PE3 retorna, uma eleição reversiva devolve a função e cria uma segunda transição. Com Don't Preempt, PE2 pode permanecer.
Depois de boot-timer ou hold-timer, PE3 recebe as Ethernet Segment routes e escolhe um PE de referência. Se sua Preference administrativa superaria o incumbente, PE3 pode anunciar uma Preference operacional in-use igual à do referente e DP=0. PE2 mantém DP=1 e vence o desempate entre valores iguais.
O valor configurado continua correto como intenção. O valor in-use continua correto como estado. Ferramentas de compliance não devem “consertar” automaticamente essa diferença; fazê-lo pode reintroduzir a troca que o modo não reversivo tentou evitar. Mas também não devem apagar a intenção administrativa, pois ela explica a ordem futura.
A troca evita churn, não elimina risco. O incumbente pode já não ser o PE desejado por capacidade ou política. Se o referente falhar, sua rota for retirada, a Preference for mudada de propósito ou surgir Alg conflitante, a eleição muda de novo. Don't Preempt não impede o fallback obrigatório para RFC 7432.
Controle configurável exige prova de autoridade
Overrides por faixa de Ethernet Tag podem dividir o trabalho entre PEs, mas devem ser consistentes em todos eles. Divergência pode causar perda ou duplicação. A configuração de Don't Preempt também deveria coincidir; o RFC não a força e não garante comportamento não reversivo quando ela diverge.
Na segurança, a consequência é direta: quem obtém acesso à configuração pode alterar Preference e influenciar por onde passa a responsabilidade de tráfego. Um Alg conflitante também pode desabilitar a não reversão na prática. Identidade do operador e autorização da mudança pertencem ao recibo técnico.
O RFC 9784 permite usar esses algoritmos em virtual Ethernet Segments. Seus domínios de falha EVC/ENNI, vESI e agrupamentos são outra matéria. Este texto não transforma esse contexto, nem redundância de fontes multicast, em parte do contrato de Preference.
O registro do RFC Editor, o Datatracker e a consulta de errata, sem ocorrência correspondente na data da verificação, documentam o padrão. Não comprovam adoção ou desempenho.
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