• PLDT, Smart e DITO compartilham torres, sistemas internos de edifícios e cabos submarinos em um acordo mútuo
• O capital está se deslocando da duplicação de ativos físicos para a qualidade da rede e serviços digitais
Os Fatos
A PLDT, a Smart Communications e a DITO Telecommunity assinaram um memorando de entendimento para compartilhar locais de torres macro, sistemas internos de telecomunicações e capacidade de cabos submarinos em todas as Filipinas. O acordo prevê acesso mútuo a infraestruturas adequadas, em vez de recorrer a contratos tradicionais de arrendamento. Este é o primeiro acordo de compartilhamento de infraestrutura da DITO com uma operadora concorrente; a Globe Telecom não faz parte do acordo.
A geografia das Filipinas tornou a construção de uma rede nacional longamente complexa e cara. As operadoras investiram pesadamente em torres, backhaul e cabos submarinos para conectar milhares de ilhas, enquanto expandiam a cobertura 5G. O compartilhamento de infraestruturas existentes permite que esses investimentos sejam aproveitados para múltiplas redes, em vez de serem duplicados por cada operadora. Para a DITO, que entrou no mercado em 2021, este acordo oferece um caminho mais rápido para expandir o alcance de sua rede.
A Análise
A infraestrutura física continua sendo crucial, mas a propriedade por si só não determina mais a vantagem competitiva. À medida que as redes móveis amadurecem e os custos de implantação aumentam, as operadoras veem menos valor em duplicar ativos que poderiam construir de forma mais eficiente em conjunto. Em mercados de telecomunicações competitivos, a infraestrutura física está se tornando cada vez mais uma plataforma compartilhada, enquanto a competição se desloca para a qualidade da rede, experiência do cliente e serviços digitais.
Isso muda a alocação de capital. O dinheiro que antes financiava torres e cabos paralelos agora pode apoiar a modernização da rede, inovação de serviços e tecnologias de próxima geração. A infraestrutura é a base da competição, não a vantagem em si.
Para os leitores do BTW, a eficiência de capital se torna uma vantagem competitiva. Operadoras que compartilham ativos físicos e ao mesmo tempo investem em qualidade de serviço, automação e redes de próxima geração provavelmente fortalecerão sua posição no longo prazo. Na próxima fase da competição de telecomunicações, a forma como o capital é utilizado pode pesar mais do que o número de ativos que uma operadora possui.
Fique de olho
Observe se a Globe ou outras operadoras filipinas buscarão acordos mútuos de compartilhamento semelhantes. O apoio regulatório, novos acordos entre operadoras e tendências de investimento de capital mostrarão se a infraestrutura compartilhada se tornará o modelo operacional padrão no setor.

