Resumo

  • O PSC reúne comandos de operador, condições detectadas, expiração de WTR e solicitações remotas em uma máquina de estados; os seletores dos endpoints executam o resultado.
  • A proteção reserva capacidade antes da falha para ganhar velocidade. A restauração pode rerrotear usando capacidade disponível, mas é mais lenta e pode não encontrar recursos.
  • O anúncio de capacidades do RFC 7271 verifica conjuntos compatíveis; não é negociação de capacidades nem prova de provisionamento correto.

A superfície de decisão

O RFC 6378 define cinco fontes locais: comandos do operador, indicações da camada servidora, indicações do plano de controle, indicações de OAM e expiração do Wait-to-Restore (WTR). Há ainda a solicitação PSC recebida da outra ponta. A lógica escolhe a solicitação local atual de maior prioridade, confronta-a com a solicitação remota e determina a ação do seletor local, as mensagens de saída e o estado do domínio de proteção. O gerador de mensagens pertence à máquina de estados; não é um calculador de rotas.

Uma tabela de operação deve explicitar esta ordem, do maior para o menor nível:

Prioridade Solicitação
1 Lockout of Protection (bloqueio da proteção)
2 Forced Switch (comutação forçada)
3 Signal Fail (falha de sinal)
4 Manual Switch (comutação manual)
5 Expiração de WTR e condições normalizadas/de limpeza

As regras detalhadas de limpeza e os temporizadores dependem do modo e da configuração. A tabela não autoriza inferir um padrão universal, um valor padrão de fornecedor ou um tempo de comutação.

O que cada arquitetura faz

Em 1:1, o seletor coloca o tráfego no caminho de trabalho ou no caminho de proteção conforme a solicitação vencedora. Em 1+1 bidirecional, as duas pontas coordenam a decisão para que as direções relacionadas façam a transição correspondente. Em 1+1 unidirecional, cada direção pode selecionar independentemente; uma solicitação remota não deve provocar comutação. Estados Normal, em proteção, WTR e estados associados a comando manual ou bloqueio restringem as ações do seletor e o gerador de mensagens.

Signal Fail é uma condição de falha de sinal que atende aos critérios aplicáveis; não identifica a causa raiz nem prova violação de SLA. Lockout impede o uso da proteção. Forced Switch exige a ida para a proteção, enquanto Manual Switch oferece controle de manutenção. Quando a falha desaparece, o modo revertivo aguarda durante WTR antes de retornar ao trabalho, permitindo estabilização de uma falha intermitente. No modo não revertivo, o tráfego pode permanecer na proteção até que outra solicitação altere o estado.

Se as pontas divergirem em modo, direção, prioridade ou caminhos, a gerência pode reportar a inconsistência; o PSC não corrige o provisionamento.

O RFC 7271 acrescenta anúncio de capacidades e os modos PSC e APS. O anúncio verifica um conjunto compatível, mas não negocia capacidades entre as pontas e não comprova que os caminhos foram provisionados corretamente. Os controles operacionais APS incluem Freeze, prioridades modificadas, mudanças no comportamento não revertivo, MS-W, proteção contra degradação de sinal e comandos de exercise. Eles ampliam o controle do operador sem transformar o domínio em um sistema de roteamento livre.

Proteção e restauração são decisões diferentes

A proteção é totalmente alocada: caminho e recursos de proteção são reservados antecipadamente para um ou mais caminhos de trabalho. Isso permite uma seleção rápida dentro do domínio, mas cobra capacidade pré-reservada, estado nos endpoints, temporizadores, troca de mensagens e consistência de configuração. Quando a proteção é compartilhada, a capacidade limitada força escolhas de prioridade entre serviços. A restauração pode escolher capacidade disponível e rerrotear, normalmente com mais demora e sem garantia se os recursos não existirem.

Uma arquitetura 1+1 unidirecional simples pode reduzir parte da coordenação, ao custo de recursos dedicados.

Fixtures concretos de verificação

  • Injetar separadamente as cinco entradas locais e registrar solicitação vencedora, posição do seletor, estado e mensagem gerada; confirmar que Lockout prevalece sobre as demais.
  • Em 1+1 bidirecional, combinar solicitações locais e remotas e comparar os estados das duas pontas. Em 1+1 unidirecional, injetar uma solicitação remota e confirmar que ela não causa comutação.
  • Limpar Signal Fail e observar WTR; verificar a volta ao caminho de trabalho no modo revertivo e a permanência na proteção no modo não revertivo, sem presumir duração específica.
  • Introduzir divergência deliberada de modo, direção ou prioridade entre as pontas e conferir os avisos de gerência. Não tratar o anúncio de capacidade como mecanismo de correção.
  • Testar separadamente Freeze, MS-W, degradação de sinal e exercise no APS, registrando como cada entrada percorre a máquina de estados.
  • Comparar a capacidade de proteção reservada com a capacidade disponível para restauração e registrar que a falta de recursos pode fazer a restauração falhar. Não converter uma transição de estado em prova de causa, valor comercial ou violação de SLA.

Fontes