• Uma pesquisa da LightSpeed Networks constatou que 45% dos compradores de conectividade empresarial do Reino Unido haviam enfrentado falhas nas quais a responsabilidade entre fornecedores era contestada ou pouco clara
  • Uma resposta insatisfatória a interrupções foi citada por 56% como motivo para mudar de provedor, à frente do preço, com 51%

O fato

Quase metade dos compradores de conectividade empresarial do Reino Unido entrevistados pela LightSpeed Networks afirmou ter enfrentado uma falha na qual a responsabilidade entre fornecedores era contestada ou pouco clara. A pesquisa ouviu 401 profissionais responsáveis em tempo integral por decisões de conectividade entre 21 de julho e 22 de agosto. Outros 34% disseram que a responsabilidade pela resolução de falhas em sua cadeia de fornecimento de conectividade não estava claramente definida.

Uma resposta insatisfatória a interrupções foi citada por 56% dos entrevistados como motivo para trocar de provedor, em comparação com 51% para o preço e 48% para um atendimento ao cliente insatisfatório. A pesquisa foi encomendada pela LightSpeed, que opera sua própria rede de fibra e, portanto, tem interesse comercial em promover a propriedade da infraestrutura.

O problema subjacente não se limita a essa pesquisa. A Ofcom registrou 616 incidentes de resiliência de notificação obrigatória nas redes fixas e móveis do Reino Unido entre setembro de 2024 e agosto de 2025, afetando 12,7 milhões de clientes. Cerca de 14% envolveram falhas de terceiros, incluindo danos a cabos causados por obras viárias e falhas no backhaul fornecido por provedores atacadistas.

A avaliação

Uma conexão empresarial pode passar por várias empresas, mesmo quando o cliente recebe um único serviço. O provedor de varejo pode depender de uma operadora atacadista de fibra, enquanto outro fornecedor gerencia o roteador, o firewall ou a rede corporativa mais ampla. Quando a conexão falha, localizar o problema pode, portanto, exigir trabalho conjunto de várias organizações.

Essa estrutura, por si só, não torna um serviço pouco confiável. Os problemas surgem quando ninguém é claramente responsável por coordenar o reparo. Uma empresa deve saber qual provedor assumirá a falha, entrará em contato com os demais fornecedores e continuará responsável pelo caso até que o serviço seja restabelecido. É mais fácil definir essas responsabilidades no contrato do que durante uma interrupção. Para os leitores da BTW, a resiliência depende de mais do que ter um circuito de contingência. As empresas também precisam de um responsável claramente definido pelo incidente quando há vários fornecedores entre suas instalações e a rede.

O que observar

Observe se os contratos de conectividade empresarial passam a detalhar melhor a responsabilidade por falhas, o escalonamento e os prazos de reparo. Informações dos provedores sobre o desempenho de restauração dariam aos compradores evidências melhores do que alegações genéricas de resiliência. Observe também se os provedores de conectividade gerenciada passam a oferecer, com mais frequência, um único ponto de gestão de incidentes para redes de acesso, equipamentos e outros fornecedores.