Resumo

  • Origin AS permitia ao titular registrar opcionalmente os ASNs que considerava possíveis origens dos anúncios de seus endereços.
  • O ARIN retirou o campo em 28 de julho de 2025; um valor histórico não substitui a política IRR vigente, a autorização RPKI nem a prova de uma rota ativa.

Uma pista com origem definida

O aviso do ARIN preserva o escopo: o titular podia inserir um ou mais ASNs possíveis. Era dado declarado no diretório, não resultado medido pelo ARIN no plano de controle.

Podia orientar a investigação, mas não era uma autorização assinada nem demonstrava que o ASN indicado estivesse anunciando o bloco. Também podia estar vazio, incompleto ou desatualizado.

A retirada muda a validade da evidência

O ARIN removeu Origin AS em 28 de julho de 2025 conforme ARIN-2021-8, pois serviços modernos de segurança reduziram sua utilidade. O valor ainda pode sobreviver em arquivos e caches. Neles, prova o conteúdo de um registro antigo, não a rota atual.

ROA é outra camada: um objeto assinado que autoriza um ASN a anunciar um prefixo. O IRR armazena política de roteamento declarada. Esses registros respondem a perguntas sobre autorização e política; nenhum deles transforma o antigo campo Whois em prova de uma rota ativa.

Uma conclusão defensável

Guarde o Origin AS histórico com a data da cópia e consulte o IRR e a RPKI atuais, preservando as datas e os estados de cada registro. Se a pergunta for sobre uma rota ativa, deixe claro que os dados de registro, IRR e RPKI fornecidos não bastam para respondê-la. O campo histórico registra uma possibilidade declarada, o IRR uma política e a ROA uma autorização.

Fontes