Resumo

  • A ARIN-2026-2 é um Draft Policy em discussão, não uma regra adotada ou implementada.
  • A proposta substituiria fórmulas e gatilhos públicos de utilização por planos com unidades de atribuição, hierarquia, agregação e crescimento.
  • A BTW recomenda um registro comparável entre plano e decisão; a operacionalização pela equipe e o ônus de prova dos solicitantes continuam desconhecidos.

O texto da proposta é de 4 de maio de 2026 e tornou-se Draft Policy em 24 de junho de 2026. No congelamento da reportagem, em 5 de setembro de 2026, continuava em discussão. O índice de rascunhos citado não mostrava revisão da equipe ou jurídica, nem registro de apresentação à comunidade. As fontes não mostram recomendação, consenso, last call, adoção pelo Board ou implementação; o texto não integra o NRPM atual.

O projeto deslocaria as decisões de alocação inicial de LIR dos mecanismos atuais baseados em fórmula e utilização. Cada pedido descreveria os tamanhos típicos de atribuição para sites remotos ou clientes, a hierarquia e a estrutura lógica do endereçamento, além da utilização projetada das unidades de endereçamento em aproximadamente um, dois e cinco anos. A ARIN consideraria o número e o tipo de atribuições feitas a redes ou clientes a jusante, as necessidades de agregação e a capacidade de acomodar crescimento contíguo.

A alocação inicial seria dimensionada para o plano documentado e para uma expansão eficiente, mas a proposta não publica uma nova fórmula determinística.

Para pedidos posteriores de LIR, o texto proposto consideraria a implementação consistente com o plano anterior, projeções atualizadas e a viabilidade de expandir o bloco existente. Pedidos PI também seriam avaliados por requisitos de sites, hierarquia e segmentação internas, agregação, crescimento e prevenção de renumeração. Reatribuições ou realocações para entidades externas de /64 ou maior seriam registradas nos serviços de diretório da ARIN conforme o texto proposto.

A base atualmente implementada é diferente. O NRPM 6.5.2.1 usa limites de nibble, piso padrão de /32 com opções /36 ou /40, condições de posse de IPv4 para /40, teto de /16 e uma fórmula ligada aos sites atendidos, ao maior site atendido e a um padrão de 75%. O NRPM 6.5.2.2 inclui qualificação anterior de IPv4, multihoming IPv6 ou justificativa técnica, atribuições projetadas para um, dois e cinco anos e pelo menos 50 atribuições em cinco anos. O NRPM 6.5.3 usa, para alocações posteriores de LIR, utilização total de 75%, utilização superior a 90% em um site atendido ou mais de 90% alocado a sites atendidos.

O NRPM 6.5.8 define a escada de sites para usuários finais: /48 para um site, /44 para 2–12, /40 para 13–192, /36 para 193–3.072 e /32 acima de 3.072 sites.

O problema de governança não é exaustão nem escassez econômica de IPv6. É alocação proporcional, agregação, fragmentação da tabela de roteamento, continuidade e administração repetível. Um plano pode refletir a arquitetura real de um operador melhor que uma equação rígida. Porém, quando vários limites públicos desaparecem, a qualidade da decisão dependerá mais da interpretação consistente dos planos e da comparação entre implementação e projeções anteriores. Isso é uma inferência sobre o desenho da proposta, não uma acusação de conduta arbitrária da equipe nem uma afirmação de que a discricionariedade seja necessariamente abuso.

A BTW recomenda um registro compacto para cada classe de avaliação. Ele deveria guardar as premissas das unidades de atribuição, a hierarquia, as projeções de um, dois e cinco anos, a variação em relação ao plano anterior, a justificativa para crescimento contíguo e o motivo pelo qual o prefixo emitido é proporcional. O registro é uma recomendação desta análise, não um sistema existente ou prometido pela ARIN.

Nota de publicação: “Publicado” é a data editorial programada, 6 de setembro de 2026, em Asia/Shanghai. O horário efetivo de publicação no servidor continua sem definição até publish-now.